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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Quinta-feira, Novembro 17, 2005

A FANTÁSTICA HISTÓRIA DE UMA BOTIJA ENCONTRADA
EM DELMIRO GOUVEIA



O texto abaixo é uma colaboração do Prof. Paulo da Cruz. Uma história fantástica acontecida em Delmiro Gouveia. Eu mesmo não conhecia tal fato. Ouvia contarem histórias assim. Mas sempre acontecida em outras cidades. O que máximo de lenda que corria era que para as bandas da Pedra Velha havia alguma botija enterrada e que era dos tempos do cangaço. No entanto nada provado.

Vamos ao texto:


Uma história de botija.

Histórias de almas penadas e de botijas sempre estiveram presentes na minha infância e as vezes ainda lembro que as ouvia, de parentes, em Água Branca, no Pariconha, em Tacaratu e lógico em DG. Naquela época não existiam bancos em cidades pequenas e as pessoas costumavam guardar o dinheiro debaixo do colchão. As jóias ou moedas antigas, em prata ou ouro, que alguns ainda tinham, eram guardadas em jarros, panelas de barro ou pequenos baús e enterradas. As vezes ficavam escondidas dentro das paredes.

Dizia-se então que quando uma pessoa morria e deixava algum valor enterrado, ou escondido, a sua alma ficava penando. Era necessário então que ela aparecesse a alguém e desse a essa pessoa o que tinha escondido em vida. No entanto tinha uma condição: quem recebia o presente não podia dizer a ninguém e teria que desenterrar o tesouro à meia-noite. Nesse ponto tinha uma série de lendas. Na hora de desenterrar, a fortuna escondida, aparecia o capeta para melar o trabalho e fazer com que a alma continuasse penada. Era necessário ter água benta, um rosário, etc. para se proteger. Quanto a manter o segredo, nem se fale. Se por acaso quem recebesse uma botija e contasse a alguém só encontraria cacos de panela de barro.

Vamos a um fato que presenciei em DG no início da década de 60. Nessa época a Rua Pe. Anchieta ainda era chamada de Rua do ABC. No lado direito, próximo a praça onde fica a tamarineira, tinha uma casa que, salvo engano de minha parte, hoje é uma igreja adventista. Essa casa era de propriedade do Sr. José Leite. Os mais antigos por certo devem lembrar da bodega do Sr. José Leite e de sua esposa Dona Rita que ficava na Rua do ABC, em frente à Rua da Travessa (hoje deve ter outro nome). Pois bem, o Sr. José Leite costumava alugar essa casa. Estava sempre mudando de inquilinos.

No passado tinha sido uma pequena padaria, também de propriedade do Sr. José Leite. Então, certo dia, manhã ainda muito cedo, eu ouvi um labafero enorme vindo da rua. Curioso, como toda criança, fui ver o que era. Deparei-me com uma ruma de gente que olhava para outra ruma de gente postada em frente a tal casa. Perguntei o que era. Arrancaram uma botija naquela casa. Então eu fui até lá. A porta da casa estava aberta e as pessoas entravam e saiam. Eu não tive conversa, emboquei casa adentro. Na cozinha tinha um magote de gente olhando um buraco escavado no chão, junto ao fogão. Pelo que lembro o buraco tinha uns setenta centímetros de profundidade por uns quarenta de largura. A casa tinha sido abandonada pelo inquilino, que inclusive a tinha deixado com as portas escancaradas, como que tivesse saído às pressas.


Pelo que lembro das histórias que ouvi, não sei como as pessoas vieram a saber exatamente dos fatos ocorridos e talvez tenham inventado boa parte delas, a saga começou em Própria-SE. Um rapaz muito pobre, pescador no Rio São Francisco, uma noite, durante uma pescaria no rio, recebeu a visita de uma alma que estava penada por ter enterrado uma botija. Ela deu a botija ao rapaz, que corajoso, a aceitou. A alma deu todo o trajeto que ele deveria percorrer: pegar o vapor em Propriá, seguir pelo rio para Piranhas, lá pegar o trem e ir até DG. Em Delmiro procurar o Sr. José Leite, na Rua do ABC e alugar a tal casa.


Ele fez tudo isso e durante várias noites escavou o buraco. Eu lembro que vi também muito resíduo das velas que foram acesas. A casa não tinha energia. Acho até que na época ainda não existia rede elétrica na Rua do ABC. Então ao achar o tesouro enterrado ele juntou tudo e foi embora deixando a casa abandonada e com as portas abertas. Após esse fato surgiram muitas histórias. Os vizinhos diziam que ouviam o barulho do escavamento mas não sabiam o que era e tinham ficado intrigados, mas só isso.


Esse fato gerou comentários durante vários dias. Depois foi caindo no esquecimento. Eu porém gravei a imagem do buraco escavado junto ao fogão e nunca mais esqueci. Não sei se teve botija ali, ou qualquer outra coisa. O que sei é que o buraco escavado e os restos de terra da escavação estavam lá. Até hoje, isso para mim, é um mistério.

O que me intriga é que a casa era muito humilde, mesmo para os padrões delmirenses da época. Como é que uma antiga moradora (a alma segundo disseram era de uma mulher) de uma casa daquela conseguiu juntar um tesouro? Devia ser um tesouro de pobre. Outro mistério. O Sr. José Leite trabalhou, à noite, vários anos nesse local fazendo pães. Por que a tal alma não deu a botija para ele, já que trabalhava praticamente caminhando sobre o presumível tesouro (coisas do além?).


E por fim: como as pessoas souberam a história da doação da botija, que era de uma mulher, etc., etc. Mistérios que eu, talvez por ser apenas um garoto na época, não atentei para os detalhes. Enfim, parece que as histórias, daí geradas, criaram mais uma lenda urbana. Porém que tinha um buraco escavado no chão isso eu afirmo com toda a convicção: eu vi.

E aí você sabia desta história? Tem alguma parecida para contar. Faça por aqui o resgate das histórias da nossa Macondo sertaneja. Deixe o seu recado.

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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Novembro 17, 2005


Segunda-feira, Novembro 14, 2005

PALAVRÕES, IMPROPÉRIOS E CHULEZAS DELMIRENSES.



Nem tudo são belas flores do Lácio no linguajar do povo de Delmiro Gouveia.. Não pise nos calos de ninguém. Pois estará sujeito a uma verdadeira saraivada de impropérios bastante peculiares. Saia da frente. Chumbo grosso na certa. O tema de hoje versará por está polêmica área: Palavrões, chulezas e boca-sujismo mesmo. Espero que alguém não fique chateado ou chocado. Afinal os termos eram ouvidos nas ruas, residências,bares, e escolas até nas melhores famílias delmirenses. Portanto sem puritanismo. Afinal nos programas dominicais dos Faustões da vida ouvimos baboseiras pior. Então,ao menos, vamos valorizar o que é nosso. Palavrão também é cultura.

Numa versão amadora bem tupiniquim-delmirense e pegando carona(parodiando) em gente consagrada: Ruy Castro (Com o Seu Melhor do Mau Humor) e Mário Souto Maior e também o Glauco Matoso (Dicionário(narinho) do Palavrão) eis aqui alguns pérolas entreouvidas na minha adolescência na nossa Macondo sertaneja. Na medida do possível o termo vai com alguma contextualização.


a) Corno da Orelha Lascada. Ora o termo corno é mundialmente conhecido. Mas alguém pode me informar o porquê do complemento da Orelha Lascada? Que era pronunciado como geralmente assim ¿seu fio de um corno da orêialascada¿

b) Filho de Uma Rapariga Arrombada de Bau. Vixê Maria se houvesse um ranking para quando alguém esculhambasse outro em DG. Este impropério ganharia disparado. Pois o referido Bau era um louco que vivia pelas calçadas, muito sujo e fedido e que apenas balbuciava algumas palavras. Então alguém ter a mãe incluída como namorada dele era ir ao último estágio da sarjeta.

c) Só Quer Ser As Pregas de Mira. Este aqui foi resgatado pela Mirian Ramos. Há variantes dele em quase todas as cidades.Era sempre falado se dirigindo a alguém muito metido a besta. Mas quem foi Mira? O que ela representou na história de DG? Não a conheci. Ouvi algo uma vez que era uma louca que andava cheia de bijuterias e imaginava que fossem jóias caríssimas. Alguém poderia confirmar ou recontar esta história?

d) Filho da Peste. Interessante é que se usa tanto para elogiar quanto para esculhambar. Pronuncia-se fiodapeste ou simplesmente fulano é um peste.

e) Filho da Boba. Originalmente era filho da peste bubônica. Depois terminou até nesta forma singela.

f) Cabaré da Porra. Isto geralmente era pronunciado no sentido de dizer que algo estava muito bagunçado. Ex: A casa de Fulano é um verdadeiro cabaré ou a aula da professa Sicrana é pior que o Cabaré de Percília (famosa empresária delmirense no ramo de diversões adultas)

g) Vá tomar no Toba. Este é auto-explicativo. Toba era o sinônimo usado substituindo o famoso monossílabo


Aí acima foi apenas uma pequena mostra. Agora quem quiser continuar a série e fazer o resgate do mundo vocabular underground delmirense ou de qualquer outra cidade está convidado. Participe.

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postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Novembro 14, 2005


Quarta-feira, Novembro 09, 2005

CRENÇAS, CRENDICES E LENDAS DELMIRENSES OU COMO DEIXAR
UMA CRIANÇA ASSUSTADA NA HORA DE DORMIR.


Ruas de Macondo. A direita esquina do Real com antiga casa de Luiz Xavier
ao fundo o Abrigo de Ciço Gobeu.

O abrigo também é conhecido por alguns como Pau do Urubu.
O nome é dado pelos clientes devido ao tratamendo dispensado pelo
mau-humorado do atendente. Perguntei pq Pau do Urubu? A resposta que ouvi
é um lugar que não tem folhas,frutos, flores e nem dá sombra e nem encosto a ninguém.
No entanto quase todas as noites os caras passam por lá para tomar umas
cervejas.

CRENÇAS, CRENDICES E LENDAS DELMIRENSES

Pegando o mote dado pelo colaborador Abrahão no post anterior. E dentro da mesma linha vamos agora lançar por aqui algumas crendices e lendas que tanto ouvimos em nossa Macondo quando criança. Sei que algumas delas também pertencem ao imaginário coletivo de outras plagas. Mas faremos de conta que só existiam em Delmiro Gouveia. Vou colocar algumas delas. E vocês continuem.

Quem nunca ouviu uma das seguintes frases com pequenas variações


Menino não conte estrelas apontando o dedo. Porque mãe? Ora por que nasce uma verruga na ponta do dedo (algumas pessoas chamavam também de berruga)

Deixe-me olhar as suas unhas. Tá mentindo muito. Por quê? Suas unhas estão cheias de pequenas manchas brancas. È cada uma delas representa uma mentira que você contou.(isto dava uma tremenda dor de consciência)

Se comer jaca não beba água em seguida. Você pode ficar empazinado.(Paulo será que existe este termo aí em Floripa?) O termo fulana comeu jaca e bebeu água era usado como ironia ao se referir a alguma moça solteira e que estava com evidentes sinais de gravidez, mas ainda não havia assumido publicamente o seu estado.

Se chupar manga não beba leite. Você morre.

Não jogue bola na Sexta-Feira Santa. Sua perna pode cair. (Desta eu tinha um medo da porra).

As almas se reúnem à noite na igreja, quando fechada, para fazerem suas rezas. Aqui um comentário pessoal. Eu sou ateu desde os 12 anos de idade. No entanto já taludo(com 17 anos) e estudando em Paulo Afonso ao voltar para casa depois das 23 horas eu tinha que passar naquele terreno ao lado da igreja nova (perto da casa de Seu Valdemar pai do Valmir). Só que a Igreja ainda estava em construção. E aquelas 12 janelas enormes abertas e num escuro tremendo...quem disse que eu olhava para os lados. Simplesmente baixava à cabeça e passava numa carreira danada.

Não diga que as nuvens estão pretas. Isto é pecado. Diga que estão escuras.(aqui talvez houvesse um ranço racista inconsciente em relacionar preto com coisa ruim).


Agora é com vocês. Lembra de alguma asnice semelhante a estas? Tinha medo também? Faça suas confissões. Deixe o seu recado.
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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Sábado, Novembro 05, 2005

COMPARAÇÕES DELMIRENSES OU NOTAS FILOSÓFICAS DE TONHO DE EUSÉBIO.

Na Macondo sertaneja também há painéis a Là Diego Rivera a contarem sua história.

COMPARAÇÕES DELMIRENSES OU NOTAS FILOSÓFICAS DE TONHO DE EUSÉBIO.

Mais um texto superdivertido enviado pelo colaborador Abrahão.

Aos poucos vai ficando por aqui um retrato mambembe dos usos, costumes e fatos delmirenses. O objetivo do blog é este mesmo. É fazer um apanhado caótico e com ponto de vista de discussões acaloradas de mesa de bar montarmos um painel sociológico, antropológico e lingüístico de uma época do povo delmirense. Ou seja nada de cientificidade ou academicismo. Na mais pura diversão e legítima gréia.

Sem mais delongas: vamos ao texto do Abrahão.

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Na nossa querida Macondo, digo Delmiro Gouveia, existem coisas e curiosidades que são típicas e exclusivas.
Existe um costume de se falar fazendo comparação entre aquilo que dizemos e um marco que estabelecemos, para, desse modo, expressarmos a magnitude daquilo a que nos estamos referindo.
Nosso popular amigo TONHO DE EUSÉBIO é mestre neste assunto, sempre utilizando comparações em suas falas.

Vejamos algumas:

Comprido que só um dia de fome;
Gordo que só filho de ladrão, quando o pai está solto;
Direto que só enterro de crente (não passa na igreja para missa de corpo presente);
Difícil (de ver) que só enterro de anão ou de freira;
Folgado que só colarinho de palhaço;
Cheiroso que só filho de barbeiro;
Alinhado que só meio-fio;
Enfeitado que só santa cruz em beira de estrada;
Pesado que só consciência de criminoso;
Falso que só nota de 12 reais;
Feio que só a frase ¿teje preso¿;
Quebrado que só arroz de terceira;
Bravo que só siri dentro de uma lata;
Torto que só anzol;


Sei que muitas contribuições serão acrescentadas a esta pequena lista.

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postado por: <$César Tavares$> Sábado, Novembro 05, 2005


Quarta-feira, Novembro 02, 2005

PERSONAGENS DELMIRENSES EM BUSCA DE UMA BOA HISTÓRIA


35 anos depois o garoto, agora com a sua família, na mesma avenida.

PERSONAGENS DELMIRENSES EM BUSCA DE UMA BOA HISTÓRIA.

Enquanto rola a polêmica sobre o antigo Bar Iolanda vamos relembrar de alguns personagens delmirenses. Particularmente não sei quase nada sobre eles. Apenas lembranças vagas. Talvez alguém com melhor memória (ou mais idade) tenha alguma boa história ou fato interessante para contar.

Imagine que você está no final dos anos 60 e início dos 70 a passear num final de tarde pela avenida principal da cidade de Delmiro Gouveia. Quem você encontraria pelas calçadas? Não necessariamente nesta ordem e nem no mesmo dia era possível se ver:

- Na grande varanda de sua casa pintada de branco e de esquina o Sr. Luiz Xavier sentado numa cadeira de balanços calmamente a ler o seu jornal;

-Um pouco mais a frente o Sr. Gêa(não sei se escreve assim ou com J) a jogar xadrez na calçada da coletoria após o término do expediente.Ele era um dos poucos enxadristas na cidade. Parece-me também que ele era o coletor federal de impostos. Era um homem bastante alto para os padrões delmirenses e para olhar para ele era preciso levantar bem o pescoço;

-Mais adiante Seu Dom do Armazém Progresso com um grupo de amigos a jogar cartas. Talvez pensasse num de seus filhos que estudava/morava em Recife e tinha sido detido pela repressão;

-Um pouco mais acima também era comum encontrar o Sr. Zeca Noberto da movelaria com um grupo de amigos a jogar damas.

-Na Miscelânea Marques, Seu Davizinho auxiliado pela Aurenice(irmã do famoso professor Albericio) estavam a esta hora atendendo um monte de donas de casas ansiosas a comprarem de tudo. Desde alimentos até carretel de linha, passando por botões ou plásticos Suvinil do qual ele o seu único representante na cidade. Ainda lembro que nas prateleiras mais altas havia umas caixas em formato redondo a estamparem o nome: chapéus Ramenzoni;(esta foi do fundo do baú mesmo);

- Quase ao lado tinha também loja de tecidos que pertencia a um senhor bastante idoso, magro e com uma voz calma e gentil. Ele era amigo do meu avô Augusto. Era o senhor Sadote(ou Sardote também não sei a grafia do seu nome);

-E ao lado estava a Casa Estrela do Norte de propriedade do Dimas(meu primo). A loja vendia de tudo. O forte era ferragens e material de construção. Hoje no mesmo local funciona uma papelaria de propriedade de sua filha Fabíola. O Dimas era sujeito bem bonachão e de fala mansa. Enfim gente boa. Ás vezes ao fechar a loja gostava de ir papear com os amigos ali no Bar do Maninho Cabeção.



Ou seja os finais de tarde modorrentos e de calor quase infernal eram amenizados pela boa
convivência. Amigos passavam o tempo a exercitarem o seu joguinho preferido ou também jogarem conversa fora. E os dias passavam tranqüilos. As pessoas até podiam adoecer. Mas ninguém por aquelas bandas e naqueles anos conhecia a palavra tão comum hoje em dia: stress.

Os meus olhos de garoto, então com sete anos, conseguiram reter de forma embaçada pelo lusco-fusco dos anos estas esparsas e fugidias imagens.

O nosso passeio imaginário ficou apenas na terça parte da avenida. Será que os leitores podem continuar falando sobre estas pessoas? Ou preferem ir mais adiante no footing? Agora é com vocês. Registre também suas lembranças por aqui.

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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Novembro 02, 2005



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