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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2
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Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006 UMA PARTE DO CARNAVAL DELMIRENSE. O tema já foi falado em outros posts. Da animação dos carnavais passados, da brincadeira do mela-mela e dos seus blocos. Então hoje mais fotos e pouco texto. Todas são do Bloco do Pompeu e foram cedidas pelo meu primo (e fundador do bloco) Tadeu Mafra. E nelas podemos encontrar algumas pessoas bastante conhecidas na cidade. A tradição de homens vestirem-se de mulheres no carnaval é comum em quase todas as cidades do país. Alguns blocos famosos como a Banda de Ipanema do Rio de Janeiro e aqui em Olinda tem as Virgens do Bairro Novo. Então a cidade de Delmiro Gouveia também mantém a tradição com o Bloco do Pompeu. Vamos as fotos.
Quem temos aqui desfilando na rua ao lado da fábrica: .Monteiro e Tadeu Mafra(meus primos) e o de azul é o Chico(filho de seu Nininho) irmão do Armando, Rubinho e Bernadete
Concentração na Vila: Tadeu, Tia Bebé(sua mãe) e o Rubinho de seu Nininho.
Fábio Marques(filho do Dimas) e meu primo em segundo grau e Tadeu Mafra. O Fábio tb foi um dos fundadores do Bloco do Pompeu. reside em Maceió e trabalha no B.Brasil.
Itamar e Tadeu. O Itamar é uma das figuras mais conhecidas na cidade. Irmão do Iratan e da Irabela. Todos mora(vam) na Vila. Bem agora é com vocês. Bom carnaval para todos. Comments: postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006 Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006 REMISCÊNCIAS DE UMA JOVEM CARIOCA EM TERRAS DELMIRENSES. Abaixo na íntegra mais um texto de nossa colaboradora carioca: Aline Alves (quase economista), e membro da clã dos famosos Canutos. Além de vizinho de sua mãe Telma, ela junto com o sobrinho Zezinho foram meus colegas de Ginásio.
Pais delmirenses e filhos cariocas. REMISCÊNCIAS DE UMA JOVEM CARIOCA EM TERRAS DELMIRENSES. Mais uma vez cá estou eu declarando minhas impressões dessa terrinha tão querida. Já tive oportunidade de escrever aqui pontuando de forma generalizada o motivo pelo qual gosto tanto de DG. A tranqüilidade e as festas que rolam são os pontos principais que favorecem minha quase ¿devoção¿ a este lugar...rs. Mas uma coisa que acho muito interessante é o fato de ser uma cidade ,atualmente, com uma infra-estrutura razoável ( digo isso comparando DG com outras cidades de mesmo porte onde o único lugar apresentável é uma igreja ou uma preça central) que está localizada em pleno sertão nordestino onde uma parcela considerável da população tem uma ligação forte com a área rural. Acho que todo mundo que mora em DG conhece a fazenda de fulano, beltrano. Eu sempre amei passar alguns dias na fazenda de meu padrinho...admirando a paisagem do sertão e pensando na vida...ou então,tomando banho de açude...ou, quando mais nova, fugindo das cabras ( quando criança morria de medo de cabra e sou obrigada a confessar que até hoje alimento um certo pavor...rs), andando a cavalo, ficar morrendo de medo com o barulho dos bichos quando a noite caia..rs. Tive oportunidade de conhecer outras cidades próximas a DG como Pariconha (lugar onde o meu pai nasceu ) , Água Branca, Paulo Afonso, Piranhas ,Xingó ...que só fizeram com que aumentasse mais ainda minha vontade de sair do Rio e ir correndo morar no nordeste...pena que esse sonho se mostra longe de ser concretizado...mas um dia certamente estarei por aí...rs. Nossa, acho que estou rodando entre vários assuntos e não criando um ponto principal a ser abordado. Mas é sempre assim quando me proponho a escrever sobre DG , me perco entre tantos pensamentos e lembranças daquilo que vivi nas muitas férias que passei em Delmiro. Uma coisa que acabei de lembrar e que julgo engraçada: lembro que quando tinha 9 anos e passei um carnaval em DG ,fiquei roxa de raiva por meu pai não ter deixado eu ir para o Palmeirão curtir o baile com o restante da família. Aí ,minha prima muito solidária ao meu grande problema, se dispôs a ficar me fazendo companhia na casa de minha vovó Euflozina. Na época minha prima Sabrina devia ter uns 12 anos. E a nossa grande diversão naquela noite foi ficar mexendo a madrugada inteira com quem passasse na rua de minha vó (Rua Sargento Reginaldo Bandeira). Chamávamos quem passasse com as seguintes frases: ¿Laranja,laranja!¿ ....bastava o sujeito olhar....e minha prima completava : ¿Não é contigo não o bagaço¿...rs.Tava tudo indo muito bem...mexíamos com as pessoas e depois no escondíamos no muro baixinho da casa de vó Euflozina. Só que eu estraguei toda brincadeira. Numa dessas chamadas que ela fez ....quando fomos nos abaixar p/ nos escondermos....eu me deparei com um sapo gigante perto de mim...e fiz um escândalo e,conseqüentemente , o bêbado que tínhamos zoneado viu que éramos nós e começou a nos esculhambar...saímos correndo em disparada p/ dentro da casa...e ficamos rindo daquela cena bizarra...rs..rs.
A foto foi tirada em Piranhas :( a direita: Líbia, filha de Jairo.....o que tá de bonê no meu lado esquerdo é o Lucas, a que tá atrás de mim é a Lívia....o que tá do lado da Líbia é o Luiz Geraldo...os 3 filhos de João Neto....a moreninha de blusinha verde é a Natália ,filha de Givaldo....e a de blusa branca é uma amiga da família ,Andréa.( Ufa! Cansei!..rs). Aaaahh!! Antes que eu esqueça! Não sei se encontraram utilidade para os pontos de ônibus instalados em DG mas queria deixar registrada a importância de tais pontos pra mim e p/ os meus primos (a galerinha que a aparece na foto acima): um dos pontos instalados próximos a prefeitura era de suma importância p/ que comêssemos o hambúrguer que comprávamos na carrocinha que fica parada ali por perto,principalmente quando chovia, era o abrigo garantido...rs. Bom, deboches a parte...fica aqui mais uma colaboração para o blog. Valeu!!! Aline Alves Comments: postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006 Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006 COMO A MOLECADA SE DIVERTIA EM DELMIRO GOUVEIA. Bastava uma caixa de fósforos reforçada, isto é, aumentando-se suas dimensões: altura,comprimento e largura. Pronto tinha-se um goleiro. Depois com dez botões formava-se a equipe completa. Os escudos que identificava a agremiação eram recortados da Revista Placar. E assim você passava a ser dono de um time de botão. Que atire a primeira pedra quem nunca jogou uma partida acirrada.
Uma diversão barata, simples e que envolvia toda a molecada delmirense. No período das férias escolares era comum um grupo passar o dia inteiro na casa de algum colega a jogar intermináveis partidas. Tabelas eram montadas. E assim começa um campeonato. Provavelmente cada rua devia ter o seu. Eu lembro das partidas que disputávamos na casa do Bráulio. Sempre à noite. Fora do horário do expediente dos Correios. Por lá se tinha uns birôs que rapidamente em nossas imaginações se transformavam em Maracanãs, Morumbis e Mineirões. Para a motivação geral troféus eram disputados. Eram confeccionados de isopor e cobertos por papel alumínio retirados de maços de cigarros. O escultor era o Marco(meu irmão mais velho) Logicamente que não podiam faltar lances polêmicos e regras de última hora. Tudo isto fazia parte da brincadeira. Brigas, eram raras, mas rolavam também. Mas ao final tudo terminava na santa paz e com promessas de um novo campeonato no dia seguinte. O ruim era a mãe de alguém tolerar aquele bando de meninos a fazer algazarra em suas casas. Eu apesar de ser torcedor do Palmeiras. O único time que tive foi um Vasco. Cujo maior craque era o Buglê. Um botão igual aos outros. Mas para mim era o melhor: Um goleador nato. Indistintamente todo dono de time escolhia o seu craque também. Da turma dos Correios e da Rua da Matriz lembro-me dos seguintes colegas de disputas: Edinho, Ailton de Mazé, Bráulio, Paulinho e do Futrica. Hoje todos quarentões. Notícias deles só do Bráulio. Os outros estão espalhados aí pelo país. Ainda se pode encontrar, hoje em dia, em lojas de brinquedos os tais times de botões. O difícil é nestes tempos de internet rápida e jogos cheios de cores, sons e efeitos especiais é encontrar moleque que curta disputar partidas como as que disputávamos. Sinceramente acho que as nossas brincadeiras eram mais divertidas. Ou será saudosismo barato? Agora é com vocês. E na sua rua ou redondezas como eram disputadas as partidas?Qual era o seu time preferido? E os nomes de seus colegas você consegue lembrar de todos? Tinha brigas? Algum macete especial para os botões deslizarem mais rápidos sobre a mesa? E o seu goleiro era montado com quê? Ou vai querer me dizer que nunca jogastes este treco. Conta sua história por aqui também. Comments: postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006 Sábado, Fevereiro 04, 2006 O texto abaixo é do nosso colaborador Prof. Paulo da Cruz. Fala sobre o que se lia e o que se assistia na cidade de Delmiro Gouveia na sua adolescência. Creio que muita gente vai se identificar com as mesmas preferências literárias de então do Paulo. E também relembrar de algumas coisas que certamente estavam perdidas em algum canto da memória. E que agora voltam à tona. Vamos ao texto
LEITURAS EDIFICANTES !!! ??? Por Paulo da Cruz. A discussão por conta dos livrinhos de bolso ficou tão boa que não resisti e escrevi o texto a seguir. Apesar da crônica falta de opções de leitura na DG dos anos 50 e 60 podia-se ler e bastante. É bem verdade que livros da literatura clássica eram raros e confinados as bibliotecas particulares do Dr. Antenor Serpa, Dr. Ulisses Luna, Dona Natércia e alguns outros mais afortunados. Para a plebe restava a literatura popularesca, folhetinesca, porém abundante em revistas como Capricho, Sétimo Céu, Contigo, etc. Isso para as moçoilas. Para os marmanjos, e a molecada em geral, as opções eram na forma de revistas em quadrinhos, geralmente publicadas pela EBAL, Rio Gráfica e Editora e Editora o Cruzeiro. Não sei bem de onde provinham, se de Paulo Afonso ou Maceió, mas a oferta era grande. No entanto essa oferta era underground. As revistas apareciam nas sessões da tarde do Cine Pedra ou do Cine Real. Muitas delas já ensebadas pelo uso, porém avidamente disputadas. A partir daí eram lidas e relidas. Como dinheiro era difícil o escambo corria solto. Era a lei do mercado. Se alguém demonstrava interesse acima do normal por alguma revista ela passava a valer por duas na hora da troca. Para os saudosistas, dessa fase infantil da vida, aqui vão alguns cromos, para usar uma linguagem da época, com personagens que faziam sucesso. Favor não confundir o Zorro e o Tonto com os personagens grotescos da novela da Globo. Sim, a Bang Bang. Tarzan, hoje um personagem pouco lembrado, ainda é encontrável em filmes clássicos em DVD. Superman, Batman e Robin ainda continuam vendendo bem, com direito, em Hollywood, a filmes de orçamento elevado. As revistas eram uma decorrência do cinema. Do que passava nas matinées e seriados das sessões noturnas. Quem lembra de Roy Rogers, o rei dos cowboys, Rin Tin Tin e Rocky Lane? Esses astros do cinema, que hoje seria chamado de segunda linha, fizeram a alegria da garotada delmirense. Como coajuvantes da telona, as revistas em quadrinhos mantinham a garotada fiel aos seus heróis. As revistas passavam de mão em mão, eram lidas, relidas e trelidas (será que existe essa palavra, se não existe acabei de inventar e será uma nova contribuição ao vernáculo, rs). Estabelecia-se assim a dualidade da geração do imaginário infantil: cinema e gibis.
Bastava passar perto do Cine Pedra, nos horários de matinée e ouvir os gritos. Na semana seguinte era comum encontrar a meninada travestida de heróis do Velho Oeste a trocar tiros com revolveres e rifles feitos de madeira. Quem lembra do rifle feito grotescamente pela meninada, eu inclusive, que atirava uma borracha no inimigo. A procura por borracha era tão grande que às vezes não havia câmaras de ar suficientes para atender a demanda. Algumas chegaram a ser estrategicamente furadas para poderem fornecer a matéria-prima das brincadeiras. Tudo muito tupiniquim, nada de brinquedos da Estrela. E quem podia comprá-los!? Era assim se resumia a vida em DG naqueles tempos, sem televisão e sem novelas. O divertimento era o cinema e as brincadeiras e leituras geradas como sub-produto do que passava na telona. As moçoilas saciavam a sua vontade de encontrar um príncipe encantado suspirando por Troy Donahue ou Rock Hudson (elas não imaginavam o que ia acontecer com ele no futuro) e lendo a fartar as revistas de fotonovelas e fofocas do cinema. Quanto aos marmanjões e marmanjinhos, cpmp já disse, o consumo era de gibis, de todos os tipos, desde os brasileirissimos Pererê, Capitão 7 e Jerônimo o Herói do Sertão. Pererê era direcionado para a meninada de 8 a 12 anos enquanto o Capitão 7 e Jerônimo era para os mais taludinhos. O Capitão 7 era a resposta nacional aos super-heróis americanos, tipo Capitão Marvel e Super-Homem. Infelizmente a revista não agüentou a concorrência estrangeira e foi descontinuada. Até que era bem desenhada e os roteiros não eram tão ruins. Quanto a Jerônimo, o cowboy sertanejo, teve uma sobrevida maior, ancorada na radionovela homônima que era irradiada para todo o país pela Rádio Globo (corrijam-me se estiver errado). Mas o mundo da sub-literatura (para uns) ou uma excelente maneira de passar o tempo (para outros), eu estou no segundo time, não se limitava a personagens do folclore ou machões que saiam dando socos ou atirando para todos os lados. Tinha o seu lado sensual. No cinema sempre existiram personagens sensuais, mesmo nos seriados aparentemente mais inocentes. Vejam a personagem Nyoka, com sua saia curta mostrando as pernas bem torneadas. Um avanço naquela época. Mas eis que surge uma personagem ainda mais avançada: Gisele a espiã nua que abalou Paris. Sua história já tinha sido contada em 1948 em 59 capítulos no Diário da Noite. Seu autor, David Nasser, um jornalista e compositor que trabalhava para os Diários Associados, do Assis Chateaubraind, descreveu toda a ação giseliana, que se passava em Paris, sem nunca ter posto os pés na França. Diz a lenda que ele se valeu de informações passadas por um fotógrafo francês, seu colega. Na década de 60 a Editora Monterrey publicou as aventuras de Gisele e, como não podia deixar de ser, elas aportaram em DG. Os livrinhos fizeram a alegria de muita gente, de todas as idades (aqui tem um pouco de exagero). Até recentemente as histórias de Gisele estavam na Internet, mas ao que parece a Monterrey fechou. Alguém por acaso tem algum exemplar da coleção. Pelo que recordo eram quantro livrinhos. Gisele fez tanto sucesso que gerou uma continuação: Brigitte Monfort, sua filha, que tornou-se espiã da CIA. Bem, esse texto foi só uma provocação. Quem leu esses gibis, assistiu filmes com esses atores ou saboreou as aventuras de Gisele ou Brigitte. Comentários, sejam lá quais forem serão bem vindos. Neste texto temos um fac-símile do volume 1 de Gisele. Comments: postado por: <$César Tavares$> Sábado, Fevereiro 04, 2006
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