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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2
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Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br Terça-feira, Março 28, 2006 CONSIDERAÇÕES SOBRE UMA ANTIGA FOTOGRAFIA DE DELMIRENSES.
Visita à Fábrica 1964: Zé Raul, Tio Adonias Mafra e ???? Evito quase sempre fazer uso do pequeno acervo fotográfico familiar.E assim fujo da personalização excessiva do blog. Entendo que aqui é um espaço democrático e todos que tenham e queiram contar alguma história interessante sobre a gente de Delmiro Gouveia, cabe por aqui tranqüilamente. Mas é uma regra flexível. Pois quando é cabível ampliar o tema e o contextualizar inserindo outras pessoas no assunto faço sem muitos pruridos. O lampejo inicial foi os comentários sobre o Zé Raul (vide postagem sobre a sorveteria do Zé Toquinho), feitos pelo Prof. Paulo da Cruz. E como eu tinha na gaveta uma foto datada de 1964, onde aparece o meu Tio Adonias ao lado do famoso Zé Raul, vi que teríamos panos para mangas e que daria para postar algo. Portanto hoje vou falar deste delmirense. São pequenas lembranças. Coisas vagas. Embotadas e bem enevoadas pela distância do tempo. Coisa perdoável. Afinal eu tinha apenas algo entre sete e nove anos de idade. Sobre o Zé Raul o Paulo havia desencavado as seguintes lembranças. "Essa mudança talvez tenha acontecido em função do surgimento do Bar e Sorveteria de Zé Raul, também na Rua do Progresso". "A sorveteria e bar de Zé Raul foi inaugurada com estardalhaço. Dizia-se até que iria quebrar Zé Toquinho e Maninho. Era um estabelecimento de alto padrão. Equipamento de última geração, decoração de primeira e salão amplo. Até as famosas manhãs de sol chegaram a acontecer por lá. Zé Raul entregou a condução do estabelecimento a Lulu..." Não lembro de sua figura física em si. Parece que era um funcionário graduado da Companhia Agro Fabril Mercantil(atual Fábrica da Pedra). No entanto lembro que a sua casa ficava onde hoje é o prédio do Banco do Brasil. E que em sua frente havia um imenso pé de castanhola, e nos finais de tardes dos acalorados verões delmirenses, a árvore era pouso certo de milhares de andorinhas. Era bonito de se ver. Um barulho ensurdecedor e elas fazendo sobrevôos pela cidade. E aos poucos iam se acomodando na castanhola. No dia seguinte sempre havia vestígios brancos deixados por todo entorno. No primeiro site sobre DG www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br há uma antiga fotografia da Banda de Música(cortesia do Mário Agra e do Edmo Garoto) onde aparece um Zé Raul. Creio que seja a mesma pessoa de quem falamos agora. Ou não? E você que lembranças guarda deste delmirense? Conta por aqui. Comente. Comments: postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Março 28, 2006 Terça-feira, Março 21, 2006 Nestes tempos onde podemos ver praticamente qualquer parte do globo terrestre através das imagens via satélite do Google Earth, eis que o nosso colaborador Prof. Paulo da Cruz, usando de sua fabulosa memória nos traz um Layout (planta baixa) do centro de Delmiro Gouveia nos anos 60. E melhor ainda com legendas explicativas. Agora é só matar as saudades da velha guarda delmirense ou tornar conhecido para as novas gerações o pequeno espaço geográfico onde seus avós,pais, tios...se divertiam e sonhavam com um mundo melhor. Vamos ao texto do Paulo. GEOGRAFIA DELMIRENSE OU COMO ERA DG NOS ANOS 60
Centro Comercial de Delmiro Gouveia nos anos 60. Arte: Paulo da Cruz. Legendas: 1. Açougue Municipal 2. Beco das 7 facadas 3. Estúdio do PRPC 4. Prefeitura Municipal, ou seria o Bar de Maninho? 5. Ateliê* de Lula Braga/Dormitório do Hotel de D. Das Graças (1º andar) 6. Casa de José Balbino (aqui se compravam as passagens para ir até Paulo Afonso) 7. Padaria 8. Tamarineira 9. Escolinha de Dona Maria Pinto 10. Dancing de Zé Lopes 11. Escolinha de Dona Maria Damasceno 12. Bodega de Seu Zé Leite 13. Baixo Meretrício * Funcionou também aí, concomitantemente com o ateliê, uma venda de comestíveis e bebidas. Obs.: Atentar para a linha de ferro e as duas balaustradas. As casas ainda estão lá, embora com outra aparência e seus donos ou moradores já são outros. Não poderia ser diferente, já se vão mais de trinta anos. Os contadores de histórias, sobre fatos que aconteceram nesses espaços, a época eram crianças e hoje são quarentões ou cinqüentões, alguns até já são avós. O açougue municipal virou a Câmara de Vereadores, a prefeitura mudou de prédio, o estúdio do PRPC (um anacronismo delmirense) não sei onde fica, Lula Braga é apenas uma lembrança para os mais velhos, as professoras Maria Pinto e Maria Damasceno estão ministrando aulas em outras paragens, as balaustradas foram derrubadas, a linha de ferro arrancada, enfim, muita coisa mudou menos o Beco das 7 Facadas. Ele continua lá, intacto a desafiar a modernidade. Se ele falasse, quantas histórias não teria para contar. Histórias inocentes, escabrosas, comprometedoras, e por aí vai. Mas como ele não fala, cabe aos observadores dos fatos, relatá-las, quando forem publicáveis. Agora é com vocês. Que trelas aprontaram por aí? Faltou algum detalhe que fugiu a memória privilegiada do Paulo? Qual? Acrescente. Manda também a sua contribuição. Enfim comentem. E se por acaso a memória falhar pode mentir um pouco que ninguém se importará mesmo. Vale tudo. Comments: postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Março 21, 2006 Sábado, Março 18, 2006 A SORVETERIA DE ZÉ TOQUINHO. OU VIAGEM SENTIMENTAL POR LUGARES DO PASSADO DELMIRENSE. O post de hoje é do novo colaborador Ivã Balbino. Ele mora em Olhos D´Água do Casado. Tinha feito um comentário no blog. E por hábito eu costumo agradecer aos visitantes através de email. E logo em seguida recebo esta espetacular foto da que talvez tenha sido a primeira sorveteria de Delmiro Gouveia. Em postagens anteriores o tema já havia sido ventilado. Creio que pelo professor Paulo da Cruz. Mas agora temos o resgate histórico e ilustrado do Zé Toquinho e família.
Abaixo na íntegra o email do Ivã. Nós só temos a agradecer. Caro César A sua atenção deixou mais do que claro, que admiração que tive pelo seu trabalho não foi em vão. Fiquei feliz por você ter passado por minha cidade e ter gostado. Quanto ao Antônio (Neguinho) é funcionário da CASAL em Maceió e eu sou amigo da família dele aqui no sertão. Estou enviando esta foto que com certeza é uma das primeiras sorveterias de Delmiro Gouveia: a sorveteria de Zé Toquinho irmão de Inaldo, (Neguinho do picolé), espero que goste. Quanto a você, não passe tanto tempo ausente do sertão não, viu? E será um prazer conhecê-lo pessoalmente. Comentei a sua foto com Renato Boró e Augusto Bandeira. Sou amigo dos dois. Um abraço e felicidades ! Ivã Balbino Do Zé Toquinho lembro que ele era bastante amigo do Dimas (comerciante e meu primo). Do Inaldo do Picolé lembro-me claramente dele bailando nos salões dos clubes delmirenses: um exímio dançarino. E agora para vocês ficam os comentários e as discussões: Onde ficava localizada a sorveteria? Quais os sabores preferidos pela molecada daqueles tempos? E o preço dos sorvetes e picolés alguém lembra quanto custava?(risos). Comments: postado por: <$César Tavares$> Sábado, Março 18, 2006 Terça-feira, Março 14, 2006 MISCELÂNEAS DELMIRENSES OU O DIA EM QUE OS CABOCLOS SE SOLTARAM OU AINDA: TÁ COM A GOTA SERENA COMO TEM GENTE COM TALENTO NA CIDADE. Os comentários do post anterior estão rendendo. Que bom assim o blog fica movimentado. Particularmente eu quase não tenho mais nada para falar dos tempos delmirenses. Puxo pela memória. E, no entanto não vem quase nada. Mas para salvação da pátria e alegria geral do povo temos as colaborações diretas e indiretas. Diretas pelos comentários e envio de material novo. No momento estando tendo a grata surpresa em se deparar com tantos poetas (risos). Onde estes talentos estavam escondidos? E entre rimas e trovas eles estão soltando suas loas por aqui. E assim nos divertimos um pouco. As contribuições indiretas são os links sugeridos nos comentários e as fotos que estou gentilmente "surrupiando" e colocando por aqui. Ops, mas dou os créditos das fontes. Desta maneira sempre haverá alguma figura delmirense a ser resgatada. E assim como caminha a humanidade. E as histórias,lendas e causos delmirenses caminharão mais um pouco. No post de hoje teremos uma verdadeira Miscelânea(que não é Loja do Sr. Davizinho) ou poderíamos dizer também que o post será um verdadeiro samba do afro-descendente com distúrbios psiquiátricos(é bom ser politicamente correto). Então estamos servindo : Mais um poema do Danúbio Oliveira e fotos do colaborador Edmo Garoto e sua turma e do comentarista contumaz o famoso Caçula. Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Email do Danúbio Caro César, Taí um repente de Viola, (ainda sem melodia) que mando p/ os amigos de Delmiro Gouveia Intitulei de SONETO ETILICO. Lendo pode ser que os companheiros concordando ou não dêem sua opinião a respeito da possibilidade de sumir do mapa com a água que passarinho não bebe . SONETO ETILICO. Autor: Danúbio Oliveira O que ouço não arrenego Pois ouvir me faz pensar Que a pinga só dá ressaca Se a boca amargar O que vejo é incerteza Quando alguém me dá um toque Que algum dia neste mundo O álcool vai se acabar Que o futuro vá se danar Se toda essa bagaceira vier a se confirmar Digo então prá caravana Que plante sem mais demora No quintal um pé de CANA
São eles: Jairo Santana, Miraldo, Tonho Leal, Garoto, Francisco Emiliano, Jaques, Paulo de Zé Elias e Silvano (para quem não sabe, Miraldo e Silvano são os fundadores do famoso bloco bafo da cana). De quebra você vai ver uma reca de outros delmirenses. Veja se você é capaz de identificar alguns. Quem quiser ver mais fotos clique aqui http://www.fisicafacil.pro.br/delmiro/del/index.htm
Caçula , Adão e Zé Cardeal. Tem mais :NO SITE www.flogao.com.br/alexlagoa vocês encontrarão fotos de delmirenses.. O flog foi criado pelo Alex, filho de Zé Elias e Maria Arlete, irma de Assis. Agora é com vocês. Comments: postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Março 14, 2006 Quarta-feira, Março 08, 2006 A colaboração deste post é do Danúbio Oliveira, que soltou toda a sua verve de poeta. O nosso colaborador reside em Maceió, e foi meu colega do GVM por quatro anos. No período de 1974/77. Caro César. O Bloco do Pompeu tem como hino você deve lembrar, POMPEU, POMPEU SUA MÃE MORREU... ... EU VOU ALI E VOLTO JÁ, VOU BUSCAR MARACUJÁ... ... ... Essa pérola de rima e métrica foi à inspiração para estes versinhos que bem que poderiam deixar embaralhada os ossos de algum poeta nacional de renome. Talvez o Drummond saltasse da catacumba. Mas é uma homenagem sincera, porém cheia de fantasia, ao carnaval da nossa querida cidade de Delmiro Gouveia. Imagine um sujeito bêbado ao extremo, lavado e enxaguado de suor e cerveja e outras coisas mais, que numa de Penetra, resolveu se travestir de mulher e sair com as Depravadas do Pompeu; Nem mesmo sabe cantar o famoso refrão do bloco delmirense.Mas o cara como todo bêbado chato que se preza tenta fazer bonito. Vejamos no que deu: Um grande abraço DANUBIO DE OLIVEIRA
O avesso do avesso vou dizê como é que é. Muié vestida de ômi, ômi vestido de muié Um causo que assucedeu com um velho amigo meu Que saiu fantasiado no BLOCO DO POMPEU Uma cana da muléstia, bebeu esse rapaz Que fez com que ele coitado, de sério capataz Se virasse num molambo empurrado pelo vento Sem lenço nem documento, gritando aos quatro cantos ... "Mamãe eu quero mamar" Acontece que o refrão, tava torto, tava errado Pois o "tema do Pompeu" não se sabe quem escreveu Fazia apologia à mãe dele que morreu E o BLOCO DO POMPEU, desfilando pela rua Com a moçada que assistia, vendo aquilo então dizia; Alguma coisa ta errada, o refrão dá até azia, parece até disenteria Pára o bloco Pára tudo! ! ! Vamo ver quem é que insiste, quero vê-lo se engasgar Se pego quem tá cantando... "Mamãe eu quero mamar" Encontrado o desarranjo, foi dito ao tal marmanjo Ou tu canta no compasso ou então eu te despacho Lá pras bandas do Desvio e te jogo do paredão do açude Se você num se aprumar insistindo em cantar "Mamãe eu quero mamar" A manguaça tava braba, todos tubos derrubados Cachaça, gasolina, querosene, cajuína, o que tinha ele bebeu Foi por isso que de pinga ele quase escafedeu E por isso o pudim de cachaça foi expulso do lugar Agonia e desamparo foram o que lhe aconteceu Mas não se fez de rogado e se deu por satisfeito Cantando meio sem jeito um refrão a todo peito... POMPEU, POMPEU, SUA MÃE MORREU! POMPEU, POMPEU, ANTES ELA DO QUE EU!!!... ... ... Comments: postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Março 08, 2006
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