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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Quinta-feira, Junho 29, 2006

O Texto de hoje é uma reprise. Já o havia postado no blog anterior,em outubro de 2004,e rendeu apenas quatro comentários(risos). Nele registro as minhas impressões no período em que trabalhei na Cia Agro Fabril Mercantil, hoje Fábrica da Pedra. O único acréscimo que temos agora é mais uma raridade fotográfica enviada pelo colaborador Paulo da Cruz.

Vista da Fábrica da Pedra nos anos 20

CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO
(título de um filme italiano dos anos 70, e que durante muitos anos esteve proibido pela censura.
O protagonista era o Jean Maria Volanté)



Onze horas soava o apito da fábrica. Era o final do primeiro expediente para os operários da Divisão de Confecções da Cia Agro Fabril Mercantil. Eram dois turnos de trabalho. Iniciava-se às seis horas e ia até às onze. Havia um intervalo de duas horas para o almoço. Voltava-se às treze horas trabalhava-se até às Dezesste. Num total de nove horas diárias de segunda a quinta-feira. Na sexta-feira a jornada durava oito horas. E aos sábados só havia o primeiro expediente. Totalizando quarenta horas semanais!!!

Então um pouco além das onze horas as ruas delmirenses ficavam cheias de apressados operários, devidamente fardados, se dirigindo as suas casas para o almoço.

Trabalhei neste ritmo durante quase cinco anos. Comecei aos 14 de idade. Na época era permitido. A Constituição Federal de 1988 reduziu a jornada para 44 horas semanais e proibiu o trabalho a menores de 16 anos. Hoje seria considerada exploração de mão-de-obra infantil.

Naquela época a Divisão de Confecção com os seus diversos setores: camisaria calçaria, setor de lençóis, setor de pijamas e cuecas, gerava em torno de uns 800 empregos diretos. A fábrica como um todo tinha uns 2000 empregados.

Minha primeira função foi de auxiliar de expedição. O chefe da seção era o Rosalvo Nóia(Doda). Como colega de trabalho lembro bem do Murilo Liberato (Moura), ele procurava dar-me algumas orientações no início. Eu ainda um garoto e ele já adulto.

Vinte e um anos depois numa visita as instalações da nova Fábrica da Pedra, revi o Murilo. Fiquei feliz e ao mesmo tempo desapontado. Ele não me reconheceu. Mesmo eu lembrando de todos os nomes das pessoas daqueles tempos de expedição: Gilson Alemão, Doda, Nildo, Maribondo, Cassimiro, Galego, Éder Matagrande, Erasmo Cegueta.

Mas o importante é que eu lembro dele e das suas dicas. Ele sempre fazia suas tarefas de forma bem-humorada e tranqüila.

Na expedição trabalhei creio que menos de um ano. Depois fui promovido para cronometrista. E passei a ter como chefe o Valmir Bezerra(Bafão). Gente boa. Um sujeito calmo, inteligente e paciente. Nas poucas vezes em que voltei em DG após 1981, sempre fiz questão de trocar umas palavras com o Valmir.

O cronometrista é aquele cara responsável por estudos de tempos e movimentos. Eu executava o trabalho sem grandes dificuldades e nem sabia da importância de tudo aquilo. Mas sempre eu estava procurando formas de aumentar a produção das costureiras.

Alguns anos depois ao entrar na universidade e pagando as cadeiras de Teoria Geral da Administração e que tomei conhecimento dos trabalhos de Taylor e Gilbreth, é que vi o quanto eu havia contribuído de forma meio alienada para aumentar a mais-valia do patrão. Aqui fica o registro da minha Mea Culpa. Confesso.(risos).

Ainda lembro nitidamente que ao sair para o almoço, tinha por hábito esperar a Lalide, e então íamos batendo papo. Colocando as conversas em dia. Ela era minha grande amiga e colega de classe no GVM. Pois trabalhávamos o dia inteiro. E a noite estudávamos. Interessante é que nossos números na chamada de classe no GVM sempre eram juntos: 33 e 34.


Delmiro Gouveia: Operários da Fábrica(camisaria) saindo em horário de almoço(1978)

A foto acima foi tirada numa destas saídas. Tomei conhecimento desta fotografia algum tempo depois e a adquiri. Gosto dela porque não foi posada. Tudo o que aparece nestas cores esmaecidas pelo tempo é natural e espontâneo. E também porque também traz à lembrança do início da minha vida profissional: um jovem operário delmirense.

Eu deveria ter nesta época uns 16 ou 17 anos. Ainda magro e com cabelos. O contrário de hoje.

Agora é com vocês? Que lembranças você tem dá fábrica? Poucos leitores do blog trabalharam também por lá. Que eu lembre o Bráulio, a Mirian e o Danúbio Oliveira. Mas quase todos os delmirenses tinham alguém de sua família ou amigo próximo que trabalhava na Agro Fabril. Então registra aqui também suas lembranças.


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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Junho 29, 2006


Terça-feira, Junho 20, 2006

DELMIRO GOUVEIA NA COPA DE 70. QUAL O NÚMERO?

Nesta época de Copa do Mundo onde quase todos têm a oportunidade de assistirem aos jogos em televisores com telas grandes e planas convém lembrar de algo que postei ainda no antigo site www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br no link Mistério e Curiosidades Delmirenses. Eu afirmava por lá o seguinte:


"Você sabia em na Copa de 1970 só havia dois televisores em DG? Um na casa de Adonias (meu tio) e o outro na casa do Sr. Wilson (que morava em frente à casa de Bafão)"¿.


No entanto algum tempo depois o nosso colaborador Caçula contestou a informação. E trouxe dados novos em seus comentários abaixo reproduzidos.


"Gostaria de registrar que em conversa com o meu grande amigo e compadre Zé Cardeal, chegamos à conclusão de`que a época de 70 existia mais televisores na cidade, lembramos de uma na casa de João de Deja, outro na de Clênio,eu particularmente assistir os jogos na casa de João de Deja,tinha 11 anos de idade, como o tempo passa, hoje já sou Vovô. Abraços a todos os DELMIRENSES.


Registro também a informação do meu compadre Zé Cardeal,que Nildo da lojinha também tinha televisor em 70; ele mesmo assistiu aos jogos da copa na casa dele.;um forte abraço do meu compadre José Cardeal a todos os DELMIRENSES".


Carlos Roberto Oliveira (Caçula) Sao Bernardo do Campo - SP.



Os fatos são passados há trinta e seis anos atrás. Apelo para os memorialistas delmirenses que afinal tragam luzes a esta importantíssima discussão (risos). Caso seja necessário que se levante os dados no IBGE.Que se queimem os neurônios, pestanas e se possível e de forma agradável discutam bastante este tema em alguma mesa de bar. Mas que se faça uma radiografia mental de rua por rua da cidade de Delmiro Gouveia em junho de 1970. E ao final sejam dados o número exato e as devidas localizações dos benditos televisores em preto e branco com traços fantasmagóricos e sempre tendo alguém do lado de fora da casa girando a antena externa de um lado para o outro a procura de uma melhor imagem. Coitado de quem tinha tal atribuição. Perdia o jogo inteiro.

Eu continuo lembrando somente dos que citei. Mas eu só tinha oito anos de idade então. Perdoável portanto meu possível equívoco. Daquela Copa lembro que assisti na casa do Tio Adonias apenas ao jogo Brasil 1 x O Inglaterra.

Acredito que as informações do Caçula estão corretas. Mas será que havia outros televisores em Delmiro Gouveia na Copa de 1970?


Passo a bola para vocês.


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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Junho 20, 2006


Sexta-feira, Junho 16, 2006

Comentários Complementares

Sandra de Eurico fez dois comentários em posts distintos. Abaixo colo os mesmos.


¿Estou mandando o hino da nossa cidade de uma forma meio louca, pois eu queria q ficasse exposto no blog, mas como eu já disse a alguns dias atrás eu ñ tenho muita familiaridade com o computador e todas as tentativas foram frustradas, espero q o César faça esse favor. Houve um concurso p/ elegerem o melhor hino e esse foi vencedor, o autor ñ é de Delmiro, mas veio p/ ficar. Bjs... (desculpe aí!!! rs...) ¿

Sandra de Eurico | l | 11-06-2006 16:35:17

Vi os comentários da minha cunhada Hermancia, e quero que ela saiba que está fazendo falta aqui na terrinha, volte logo bjs... Eu tenho o prazer de dizer que hoje o Fred tem um dvd c/ os seus sucessos e na música "Mulher Animal", Eu sou a dita cuja rs... dançando e batendo em Fredy c/ um chicote. Vcs precisam ver é ilário.

Sandra de Eurico | l | 11-06-2006 08:56:53

E agora o Paulo da Cruz colaborou organizando o hino com métrica (nem sei se hino tem isto ou se é válido somente para poesia). Enfim vocês entendem do que falo. E sobre o segundo comentário da Sandra de Eurico, recebemos uma foto onde aparece o artista delmirense Fred Clovis mostrando o seu trabalho para o irmão do Paulo.




Hino de Delmiro Gouveia

Letra e música de Wodson F. Santos e Roberta Maria S. Feitosa

Este canto veraz se entoa,
para a história de uma vila contar.
Tão pequena no início e já vistosa
que futuro iria aguardar.

Oh! Amada Delmiro Gouveia,
ai se um dia eu tiver que partir,
dos encantos e amores que tenho,
sempre irei sentir saudades de ti. (Refrão)

Foi em 1903 que Delmiro
em nossa terra chegou,
visitando o Povoado da Pedra,
logo ele se apaixonou.

Como é bom ver as lindas cascatas,
do Angiquinho que Delmiro encontrou,
e sonhando com um futuro ditoso
a energia para nós desbravou.

Com esse canto encanto as pessoas,
que nossa terra vier visitar,
conhecendo a nossa história,
que Delmiro ajudou a formar.

Somos uma cidade bem jovem,
mas o futuro já nos premiou
destacou-nos em nosso Estado
e o Brasil todo já nos visitou.

Deus que é bom teve dó dessa gente,
que era sofrida e machucada demais,
fez de nós cidadãos delmirenses
homens fortes que não desistem jamais.






Comments:

postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Junho 16, 2006


Quinta-feira, Junho 08, 2006

GRANDES FIGURAS DELMIRENSE

Nossa colaboradora a Claudia Ribeiro é delmirense formada em Administração de Empresa, faz ciências contábeis e trabalha numa construtora como Consultora e também exerce atividades profissionais na prefeitura de Ipojuca/PE. e reside no Cabo de Santo Agostinho. E hoje ela nos traz uma fotografia onde além dela criança numa festa escolar aparece uma pessoa bastante conhecida na cidade: A Terezinha Bandeira.

Claudia Ribeiro quando criança numa festa escolar em DG
Terezinha Bandeira ao fundo de blusa rosa.


Quando fiz o Curso Primário no Grupo Escolar Francisca Rosa da Costa nos idos de 1969/72, ela era a diretora. A meninada tinha um medo terrível dela. Ela impunha respeito. O fato engraçado que achávamos naqueles tempos era que a escola era pequena, apenas quatro salas de aula e não tinha campainha (cigarra) para anunciar os horários de entrada, saída e recreio. Isto era feito com o uso de um chocalho barulhento, destes que se penduram nos pescoços de bovinos ou caprinos. E era a Terezinha quem balançava o chocalho. Então era um tal de blém blém infernal.

Corria a lenda que quando tinha algum menino mais afoito fazendo trelas, ela não contava conversa, metia o bendito chocalho na cabeça do infeliz. Pura lenda. Nunca presenciei tal fato.

Em junho de 2002, após 21 anos que eu tinha saído de DG. Numa visita ao GVM junto com o meu filho, encontrei-a. E quando fui cumprimenta-la ela ainda se lembrava de mim. Fiquei um tanto comovido com a situação. Afinal em sua vida como diretora ela conheceu centenas de crianças. E você conseguir lembrar de uma delas tantos anos depois é um fato louvável. Uma memória espetacular.

Agora é com vocês. O que você lembra dos diretores e professores delmirenses? E da Terezinha em especial você tem alguma história interessante para contar? Registre suas lembranças delmirenses por aqui.


Comentários:

postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Junho 08, 2006


Quinta-feira, Junho 01, 2006

MOMENTOS DELMIRENSES


Hoje temos fotos enviadas pela nova colaboradora Claudia Ribeiro.

Delmirenses em diversos momentos. Uma festa de carnaval: família e amigos reunidos no Palmeirão. Outra fotografia traz crianças vestidas de anjinhos. Creio que deve ter sido na festa da Padroeira em Outubro. O interessante desta foto é que podemos ver a igreja nova ainda em fase de construção. E por fim um momento doméstico.

E assim vamos fazendo o resgate do dia a dia de uma cidade do interior. Com o seu povo. Sua gente. Seus costumes. Suas histórias.

Como hoje há bastantes fotos. Portanto menos textos.


Aparecem nesta foto as seguintes pessoas:
Aninha "Josiane Brito" filha de dona Luiza ,irmã de Jane do "Mercado Dois Irmãos ,hoje Cestão".
Meu pai "Bitonho ou Tonho" sobrinho de Manú Balaga
Minha mãe Josélia "Zelinha" irmã de Jane e Aninha
Rosângela esposa de Moacir
Moacir primo do falecido Nivaldo dos Dois Irmãos
Joana D´arc
Jane esposa de Nivaldo Targino
Nivaldo Targino
Minha Tia Jafia "irmã de Jane e Aninha.
Toinho
Jailma "esposa de Renato Boro e irmã de Jane"
Bete filha de dona Cacilda e esposa de Ronaldo dos dois irmãos irmã de Lindô.
Lindô irmão de Bete
Ronaldo esposo de Bete


Detalhe da Igreja N.S.Rosário ainda em construção.
Claudia vestido de Anjo a esquerda
Sua tia Patrícia irmã de Jane

Iolanda Brito ¿filha de Antônio Brito¿ irmã de Iracema esposa de João Carlos
Eduardo o filho mais velho do casal então com 3 meses
Evaldo esposo de Iolanda e irmão de Pedrão


Agora é com vocês. Conhece alguma das pessoas que aparecem por aqui? Eu conheci algumas. Então vamos
registrar nossas impressões.

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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Junho 01, 2006



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