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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Segunda-feira, Agosto 28, 2006


CENTRO DE DELMIRO GOUVEIA: COMO ACONTECERAM AS MUDANÇAS
DE NOME DA RUA(AVENIDA).


Texto de Paulo da Cruz(enviado em maio/06)


Centro de DG no início dos anos 2000.

Quem vê o centro comercial de DG hoje, barulhento, com calçadas modernas e bares de rua, não pode imaginar, a menos que já tenha vivido um bom tempo, como era isso no passado.

Na década de 60, por exemplo. A atual Av. Castelo Branco, onde fica o centro nervoso do comércio em DG, já teve vários nomes. O primeiro, pelo que sei foi Rua do Progresso e começa onde foi o Cine Real e ia até a casa de Zé Balbino (dono do ônibus que fazia a ligação DG/Paulo Afonso. A partir daí era Rua Petrolândia (acho que influência da via férrea que passava ao lado) até a casa de Pedro Camilo. A partir daí era Alto da Paz. As linhas limítrofes podem ser um pouco diferentes (a minha memória já não é a mesma) mas era mais ou menos isso).

Essa confusão toda acabou na administração do Dr. Ulisses Luna, que como prefeito, no início da década de 60, urbanizou essa área com calçamento, plantio de árvores, etc. Para dar um toque final ele construiu um arco na saída da cidade, no Alto da Paz, e juntou todas as ruas em uma avenida que denominou de Carlos Lacerda. Nessa época Lacerda era um dos prósceres da UDN, partido que dominava a política em DG rivalizando com o PTB. Era a época dos caras-branca e caras-preta (assunto pra um post futuro). Entendeu o nosso doutor que Lacerda devia ser homenageado e deu nisso: Av. Carlos Lacerda, a primeira de DG e talvez a única até hoje. Anos depois soube que o nome já não era mais o mesmo. Tinha sido mudado para Av. Castelo Branco, o primeiro presidente no regime militar. Lacerda tinha caído em desgraça e alguém, não sei quem foi, achou por bem mudar o nome da avenida. Quem assistiu a série da Rede Globo sobre Juscelino Kubischek deve ter tomado conhecimento do que aconteceu com Lacerda.


A inauguração do calçamento, arborização e arco do triunfo foram dia de festa em DG, com direito a músicas marciais na PRPG, desfile dos alunos do Ginásio Vicente de Menezes (dos freqüentadores desse blog eu e creio que Gilda Vilar, esteve presentes desfilando, rs) e muitos discursos. Por falar em festa o centro comercial sempre foi o palco para os desfiles em datas festivas.

Em uma cidade onde não se tinha o que fazer a época dos desfiles era um momento para balançar um pouco a velha modorra. A agitação, no centro, começava com os ensaios, ansiados por grande número de alunos por ser uma forma de escapar das aulas. A cidade parava para ver os alunos ensaiando. Inicialmente eram feitos os preparativos no pátio do GVM, já atraindo os curiosos que se aboletavam no muro pra ver o Sargento Gerson (quem lembra dele) dar instruções de ordem unida. Depois sempre havia uma formação em frente do GVM com uma conseqüente treinada, digamos assim, pelas ruas adjacentes, toda a Av Carlos Lacerda, indo até o arco, Rua da Travessa, Rua do ABC, saindo na Rua Olavo Bilac e retornado ao GVM. Em dia festivo, 7 ou 16 de Setembro, toda a movimentação ficava concentrada no centro, mais ou menos, a época entre A Queirozina e a loja de Dimas, que devia ainda ser conhecida pelo nome do seu pai (não lembro qual era).


E hoje como será? Com a palavra as novas gerações.

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postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Agosto 28, 2006


Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Pisando nos tomates!

Pessoal, cometi um erro imperdoável. Não costumo abrir o meu email do Globo. Tenho este email apenas por ser assinante dos seus serviços como provedor e por lá só chega propagandas. Então tomei um susto, hoje, ao abrir o mesmo e entre centenas de spams encontrar três emails com material enviado para o blog. Do Eraldo, do Paulo e do Garoto. Peço desculpas em público pela desatenção da minha parte.

Abaixo um texto bastante divertido enviado pelo Eraldo Vilar em fevereiro/2006 !!!!!!!!

O DIA EM QUE UM MANDRAKE ESTEVE EM DELMIRO GOUVEIA



Texto na íntegra do nosso colaborador Eraldo Vilar

MANDRAKE EM DELMIRO !!!!

Até meados dos anos 60, os espetáculos de hipnotismo não tinham sido ainda proibidos pelo Conselho Nacional de Medicina, de forma que era possível assistir ?shows?, onde uma pessoa treinada nesta intrigante arte (?), fazia verdadeiras mágicas utilizando pessoas da platéia.
Um destes shows, eu assisti em Delmiro, creio que nos ano de 1963, quando tinha 9 anos.

Foi realizado no Clube Vicente de Menezes, à noite.

Lembro-me do salão cheio, da atmosfera de mistério que antecedeu o espetáculo, pois o hipnotizador fazia uma propaganda prévia pelas ruas de Delmiro, prometendo coisas impossíveis, mágicas, e o figurino do mesmo imitava o do famoso mágico Mandrake, gibi que eu lia com intensa atenção.

Não agüentava de ansiedade a hora do show, e ansiedade foi tanta que, ao voltar do Wanderlei Cardoso (WC) , esqueci de abotoar a braguilha da calça , deixando exposto o dito-cujo e assim desfilei por todo o trajeto. Após sentar na platéia, ainda esperando o início, notei que as pessoas vizinhas estavam rindo e olhando para mim, mas continuei sem nada perceber, até que a moça vizinha (a quem serei eternamente agradecido) sussurrou: ?olhe para baixo que vc esqueceu alguma coisa fora do lugar?. Não precisa dizer que, ao notar o desastre, fiquei mais vermelho que a estrela do PT ( que anda muito envergonhada..rs) e comecei a ?derreter?...escorregando suavemente para baixo na cadeira, querendo que o hipnotizador criasse um buraco onde eu pudesse me esconder até a quarta geração. Não preciso dizer que foi meu maior suicídio social em Delmiro...rss. (ei ,foi só eu... É??....que tal todos contarem seus maiores micos delmirenses? ..hein? rs)

Graças a Deus (sei que não acredita que ele existe, César, por isso peço licença pelo uso do termo..rs) o show começou e a platéia cruel esqueceu aquele menino-de-9-anos-parecendo-um-tomate e concentrou-se no palco. Nunca senti tanto alívio. Aos poucos fui voltando a sentar como um ser humano senta...

O hipnotizador era mesmo impressionante (bem, pelo menos para um menino-de-9-anos-parecendo-um-tomate). Com a capa preta e a bengala do Mandrake e com o cabelo engomadíssimo, preto, e sobrancelhas arqueadas por uma pesada maquiagem, compunha uma imagem que até hoje não me sai da cabeça. Era o Mandrake em pessoa!..passei logo a procurar onde estava o Lothar, seu fiel ajudante no gibi, mas este faltou ao show..rss

Pois é..o cara começou o espetáculo....lembro apenas de algumas partes. Uma delas foi com minha irmã Gildete, na época uma mocinha de 14 anos. Ele desceu até a platéia, pediu que ela levantasse e a olhou nos olhos por uns 30 segs....imediatamente minha irmã começou a dormir!...coisa impressionante. Ele a segurou e a fez sentar na cadeira novamente e retornou ao palco. Enquanto todos observavam a estranha cena, pois o mesmo nada falara, ele acendeu um cigarro com um isqueiro barulhento. Nesta mesma hora, minha irmã despertou!...fantástico. Então, o Mandrake explicou que havia deixado um ?comando cerebral? para que ela acordasse quando ouvisse um som metálico de um isqueiro. Foi um ?ohhhh? geral da platéia. Em seguida o aprendiz de feiticeiro, se dirigiu a Jane (filha de Dona Inácia e Sr. Jacinto, se não me engano) e conversou baixinho com ela, na platéia. Após alguns minutos, se despediram, e Jane, rindo e de olhos abertos, sentou-se. Ele então subiu ao palco e tornou a acender o isqueiro...e ..imediatamente...a Jane dormiu!....foi outra comoção quando ele explicou que tinha dado um comando contrário ao de minha irmã, demonstrando seu domínio da arte.

O momento culminante, porém, após muitos outros, foi quando ele compôs uma ?orquestra sem instrumentos?. Ele chamou uns 14 rapazes (lembro apenas de Kleber Lima, hoje vereador e de Ronaldo Macarrão (nosso eterno Raulzito) e , um a um , foram sendo hipnotizados e orientados para tocar um determinado instrumento musical.
Foi engraçado demais ver aqueles 14 marmanjos simulando inconscientemente tocar os mais diversos instrumentos: tuba, tambor, violão, trombone de vara, sax, sanfona, etc...!

Que pena que não havia vídeo na época..rss..a platéia bolava de rir e so 14 músicos? super compenetrados tocando uma sinfonia muda com instrumentos invisíveis!..rsss..
Impagável!...há coisas que o Mastercard não pode fazer por vc..rs

Uma pena que não tenhamos mais estes shows...rss...foi um tempo muito divertido.

Você , César e demais amigos do blog, assistiram algum?...e que tal contar sobre micos delmirenses?.rss

Abraços a todos

Eraldo Vilar


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postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Agosto 18, 2006


Quarta-feira, Agosto 16, 2006

COMO UMA IGUARIA DELMIRENSE VIROU
ACIDENTE GEOGRÁFICO.


Vamos lá a tarefa é árdua. Falta assunto. Ninguém envia nada novo. Somente promessas. Então haja puxar pela memória e ir procurando encher lingüiça com fragmentos de memórias delmirenses. Tudo isto em nome de manter o blog dando suspiros de vida.(pode ser que apelando assim o povo mande alguma coisa)risos.


Então o post de hoje será sobre uma iguaria nordestina também bastante apreciada na nossa Macondo Sertaneja : Tripa de Porco de Assada. (hum tem gente lambendo os beiços).

Como se prepara a danada? Fica o desafio lançado para os poucos visitantes darem as suas receitas nos comentários.



Mas continuemos a história.

Em Delmiro Gouveia, o Zé de Gordinho (por sinal um sujeito mais para alto e magro) montou uma sorveteria-bar que inicialmente tinha um nome qualquer (não lembro mesmo qual). Estabelecimento pequeno. Poucas mesas e cadeiras, umas três prateleiras com uns litros de cachaça e rum e um freezer. Tinha também um balcão envidraçado onde se podiam ver alguns salgadinhos e os famosos ovos coloridos. E numa das paredes havia um desenho feito a lápis num papel onde era retratado o cantor Martinho da Vila.

Mas o bar ganhou fama mesmo foi o com o seu tira-gosto principal: Tripa de Porco Assada. A fama do prato incorporou-se ao nome do estabelecimento. Então todos o chamavam de Bar da Tripa.

Não sei se o bar ainda existe. Mas a sua exata localização geográfica nos anais do IBGE consta como pontos de referência: a esquerda do Grupo Escolar Francisca Rosa da Costa e a direita da casa do seu Zé do Curtume. Em sua frente na face leste tinha a casa do Ézio Rocha e logo um pouco mais a frente a casa dos irmãos Canutos(Zezinho, João Neto, Givaldo, Gilda(casada com Reginaldo do Conjunto), Zezinha....) e dava de fundos para a casa do Rapou. E seguindo pela rua do bar e dobrando a esquerda chegava-se no point do High-Society delmirense: O Clube Palmeirão.

Era bastante comum nos intervalos dos bailes à rapaziada dar uma fugidinha e ir se deliciar com tão requintada iguaria. Obviamente que não dava para descer a seco. Então uns copos de cerveja ajudavam na descida da bicha até o bucho. Imagino que os que deixavam as namoradinhas aguardando no baile tinham alguma dificuldade para as beija-las depois. O bafo não deveria ser algo tão agradável.

Em tempo: O que falo é só de observação. Naqueles tempos eu ainda não tinha idade para beber. E muito menos dinheiro para degustar uma tripinha.

Agora é com vocês a missão de continuarem. Alguma receita especial para tripa de porco assada? Ou você hoje em dia é um controlador fanático de colesterol? Conheceu o Bar do Tripa? Ele ainda existe? Conhece alguma história que se passou por lá?

Então deixa seu recado por aqui.


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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Agosto 16, 2006


Quarta-feira, Agosto 09, 2006

PÃES E PADARIAS DE UMA DELMIRO GOUVEIA DE ANTIGAMENTE OU
HISTÓRIAS DO ARCO DA VELHA.


"comer do mesmo pão" significa
fraternidade, solidariedade, companheirismo?
Daí a expressão com pão ter dado
origem à palavra companheiro.



Então o mote de hoje será sobre pães e as padarias delmirenses. Será que ainda há padarias por lá ou viraram Delicatessen?(nome cheio de pompas e frescura para designar a boa e velha padaria de sempre) como em tantas outras cidades? Tudo bem que os layouts foram modificados e mais produtos acrescentados como também melhorou a higiene e treinamento dos funcionários. Mas ao meu ver ainda continuam sendo padarias.

Ao invés de um texto corrido alguns tópicos serão salpicados aleatoriamente com as esparsas lembranças de décadas passadas.

Padarias: Lembro-me de três: A do Benedito Freire ficava na Av. Carlos Lacerda. A do Dolfinho ficava numa pequena rua por trás do Orfanato e do Tonho Ioiô perto da Ponte do Desvio.

Pães: A variedade era pequena. O que hoje chamamos de pão francês em Delmiro Gouveia naqueles tempos era chamado de pão aguado. Não sei se ainda o chamam assim. E os outros dois mais populares eram: o pão crioulo e o pão doce (este tinha até em formato de jacaré). Convém lembrar que o jacaré era um pouco mais caro. Portanto nunca comi o bendito Não sei se alguém lembra ou se também tinha medo das abelhas que revoavam sobre os pães doces em busca dos pequenos flocos amarelados.

Pãozeiro: Eram os rapazes que no cair da tarde andavam pelas ruas delmirenses com um balaio sobre a cabeça, cheio de pães. E anunciavam seus produtos aos gritos de Olhaaaaaaaaaa o Pãoooooooooooo quem vai quererrrrrrrrrrrr. Acredito que não exista mais esta figura de trabalhador urbano e um tanto folclórico. Afinal os tempos são outros.

Embalagem: Os pães não eram embalados pela padaria. Cada um tinha que levar a sua mochila de casa. Então no final da tarde era comum ver as pessoas carregando o pequeno saquinho de pano. Algumas eram enfeitadas com bordados.

Historinhas: Na rua da Matriz, quando morava ainda na casa do meu avô Augusto. Lembro-me que o Genilson (irmão do Bráulio) contava que os meninos antigamente faziam apostas. O negócio era o seguinte: Parava-se o pãozeiro (aquele vendedor ambulante). E então o desafio era feito. Tinha-se que colocar um pão doce inteiro na boca. Depois disto não se podia pegar no mesmo com as mãos e o desafiado deveria caminhar com passos normais de um poste até o outro e ao chegar no final não poderia ter nenhum resto do pão doce na boca. Se tivesse ele pagava o pão. Caso contrário o desafiante quem pagaria. O percurso a ser percorrido na rua da Matriz(aquela ao lado da igreja nova, era do poste que ficava na esquina da casa da velha Zefa(mãe do Zé Boca Rica e do Tingoré) até a o poste que ficava na frente da casa do João Costela (o carroceiro). Enquanto rolavam os desafios o vendedor ia aos poucos se desfazendo de sua mercadoria sem grandes esforços. E a meninada se divertia gozando da cara do derrotado.

Outro fato interessante que vi uma vez foi uma briga de dois pãozeiros. Creio que um estava entrando no território de venda do outro. Lembro-me que começou a discussão. Botaram os balaios no chão e começou o bate-boca. Depois os ânimos foram ficando acirrados e partiram para as vias de fato. Então um avançou sobre o balaio do outro e começou a jogar os pães no meio da rua. Não deu outra: o revide foi idêntico. Como toda briga que se preza chega logo a turma do deixa-disso. Selado o acordo de paz. Pegaram os pães, sacudiram a poeira dos mesmos e os retornaram aos balaios e cada um tomou o seu rumo vendendo o seu produto como nada tivesse acontecido. Coitado de quem comprou e comeu daqueles pães. Acredito que ninguém passou mal. Afinal na nossa Macondo sertaneja não existia contaminação.(risos).


Agora é com vocês: Lembram do nome de algum pãozeiro delmirense? Que outros pães ou produtos eram vendidos nas padarias da cidade? Havia outras padarias? Na rua em que você morava havia algum tipo de aposta ou guerra de vendedores? Conte a sua história. E pode aumentar e mentir um bocado assim como eu faço.(risos).


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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Agosto 09, 2006


Quinta-feira, Agosto 03, 2006

UMA BEBIDA DESAPARECIDA?



Há poucos dias estive em João Pessoa. E numa andança por ruas antigas e sem nenhum propósito estabelecido, encontro por puro acaso um prédio restaurado com o seguinte letreiro: Fábrica de Vinhos Tito Silva. No local atualmente funciona uma instituição onde há diversos cursos que ensinam restauração do patrimônio arquitetônico. Os alunos são jovens carentes. E o empreendimento é uma parceria com o governo espanhol. Perguntei se estava aberto para visita e entrei. Havia uma exposição permanente dos antigos equipamentos da antiga fábrica de vinhos. Acervo pequeno, mas bem interessante. E algo que chamou a minha atenção pelo colorido e o designer empregado foram os antigos rótulos utilizados nos produtos feitos ali até o ano de 1984. Tirei algumas fotografias dos mesmos. Mas só ontem olhando as fotos ampliadas, num dos detalhes da extremidade de uma das fotos e que notei algo havíamos falado "en passant" aqui no blog.


Para a história ficar mais inteligível e dar um certo encadeamento lógico a narrativa reproduzo comentários feitos por alguns dos colaboradores em posts passados:

Adão Queiroz foi um dos que se destacou no fabrico da famosa GENEBRA GATO, mais conhecida pelo apelido carinhoso de GP.(comentpario parcialmente adaptado)

Edmo (garoto) | 13-03-2006


Não sei o Paulo ou mais alguém também lembra. Naquele local onde existe uma construção eterna de um supermercado do Adão, havia uma calçada alta e umas bodegas. Lembro-me que ao ir com o meu avô Augusto buscar capim na manga para dar ao burro que ele tinha. Na volta ele sempre parava por lá e tomava uma dose de "zinebra".

César | 21-03-2006 15:44:09

ZINEBRA GATO essa era a marca que se vendia nas bodegas de DG.

DANUBIO DE OLIVEIRA | 21-03-2006 18:45:17


Aqui em Florianópolis eu encontrei zinebra, fabricada por um produtor aqui do sul. Ele mistura aguardente com bagas de zimbro para obter o produto. Por conta do zimbro eu acho que o nome correto é zinebra mesmo....(comentário parcialmente adaptado)
Paulo da Cruz | 22-03-2006 17:15:25



Pois é encontrei sem querer o rótulo da bebida que o meu avô costumava beber. O Danúbio Oliveira e o Edmo Garoto estão de parabéns pelas suas fenomenais memórias. "GENEBRA GATO".

Engraçado é que o nome pronunciado pelo meu avô era ZINEBRA. Mas pronunciar o nome de outra forma é uma característica comum em Delmiro Gouveia.

Não sei se a minha memória olfativa está enganada. A Genebra tinha um cheiro aproximado do GIN. Talvez algum especialista na matéria possa tirar está dúvida. Sugiro o nome do Edmo Garoto.

E você lembrava disto ainda? Alguma vez chegou a ver esta preciosidade em alguma estante de um bar delmirense? Pois procure saber. Certamente seus antepassados provaram desta raridade. Ou será que este rótulo que fotografei não tem nada a ver com a antiga Zinebra?

Fica uma polêmica a ser esclarecida: O Garoto em seu primeiro comentário diz que o Adão Queiroz era o fabricante do precioso líquido em Delmiro Gouveia. No entanto encontro produto com nome idêntico na Paraíba? Seria então apenas engarrafadas em DG? Seria uma franchising(mesmo não existindo a palavra ao menos no Brasil na época)? Seria pirataria? Ou tudo será mera coincidência?

Dê a sua versão aos fatos. Não se omita. Pode até mentir um pouco. Mas só não deixe de contar sua história por aqui.

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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Agosto 03, 2006



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