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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Sexta-feira, Março 30, 2007

UM POETA DELMIRENSE: HOMENAGENS AO VIRGÍLIO GONÇALVES


Olá Pessoal,

Há um bom tempo que não posto textos meus. Quase não tenho mais nada para lembrar. E o blog vai caminhando graças à boa vontade de alguns abnegados e fanáticos delmirenses. Mas a curiosidade sempre leva a fuçar coisas na net sobre assuntos da terrinha. E por estes dias, terminei encontrando algo interessante no site da prefeitura de DG: Um concurso de Poesia e uma homenagem ao poeta Vírgilio Gonçalves.

No entanto o Vírgilio já tinha sido citado num post no primeiro blog onde o tema era o PRPC- Ponto Regional de Propagandas Comerciais(isto em dezembro de 2004), na época o blog tinha menos visitas que agora.

Por isto abaixo vai um enxerto do assunto então postado. O que prova(risos) que nos antecipamos em nossas homenagens a esta figura tão emblemática e participativa da cultura delmirense.


O PRPC prestava todos os tipos de serviços de comunicação: Desde propagandas comerciais até anúncios fúnebres. Passando por uma extensa e pouca seleta programação musical, e indo até os famosos concursos de charadas propostos pelo seu mais famoso locutor: Vírgílio Gonçalves.

O Virgílio um sujeito alto, magro e com vozeirão característico de locutor era uma figura bem popular. Creio que ainda o seja. Faz anos que não sei nada sobre ele. Era uma pessoa bem informada. E tinha como hábito beber água que passarinho não bebe.



Quebrando uma regra não escrita de não incluir textos de outros sites. Mas no caso a notícia é oficial e pública. Então eis o que está no site da Prefeitura.(texto na íntegra)

Prefeitura lança concurso de poesia 15 03 2007

Na noite do dia 14, quando se comemora o dia da poesia, a Prefeitura de Delmiro Gouveia lançou o concurso Antologia Poética Delmirense, que tem como objetivo valorizar o poeta da terra e descobrir novos valores. Na mesma noite o poeta Virgílio Gonsalves lançou o seu livro de cordel Fim do Mundo.

O evento aconteceu no Museu da Pedra e reuniu o prefeito Marcelo Lima, secretários municipais, vereadores e populares. No seu discurso Virgílio agradeceu o apoio do prefeito Marcelo Lima para a realização do cordel. "Estou muito feliz em poder realizar mais este sonho. Só tenho a agradecer ao prefeito e a todos que me ajudaram desta Prefeitura", disse Virgílio.

Marcelo enfatizou o trabalho que Virgílio desenvolve no município e reconheceu o grande talento do artista. "Virgílio está de parabéns porque a história dele é a história do município de Delmiro Gouveia, contada nos seus versos e poesias", falou.
A secretária de Turismo, Cultura e Esportes, Dayse Freire, apresentou o concurso de poesia, que conta com a participação dos alunos da rede pública municipal e toda a comunidade, cujas poesias selecionadas serão publicadas em um livro.
Além do concurso na qual resultará em um livro, o projeto Antologia Poética Delmirense prevê ainda um incentivo permanente aos poetas através de recitais e encontros dos poetas. "O que nós queremos é valorizar o nosso artista e dar oportunidade aos mesmos de mostrarem sempre o seu trabalho", frisou Dayse.


Que bom saber que o Virgílio Gonçalves ainda está na ativa. E melhor ainda saber que a cidade reconhece o seu talento e o homenageia ainda em vida.

E agora uma foto da capa do livro do poeta delmirense. Uma colaboração do Abrahão.





E você o que tem a contar sobre esta figura delmirense tão popular? Deixa o seu recado.


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postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Março 30, 2007


Segunda-feira, Março 19, 2007

Hoje temos o texto do nosso colaborador André. Num post anterior(no primeiro blog) este tema também veio a baila.

O presente texto é um outro olhar sobre algo que cada um tem uma lembrança em especial.

Vamos ao que interessa.

MEMÓRIAS DA FEIRA DELMIRENSE.

Texto de André(Rondonópolis)

Uma das coisas mais tradicionais e peculiares no nordeste é sem dúvida as feiras-livres e nós poderíamos bater um bom papo sobre assunto com a feira em Delmiro não?

Para começar, eu me lembro às quintas e sextas à noite a parte central da cidade ficava tomada de bancas montadas e, geralmente, todas com lonas e cordas protegendo os produtos que seriam expostos no dia seguinte. Esse cenário, tenho certeza, deve guardar na lembrança de todos nós muitas histórias...rsss..

Por vezes flagrávamos casais se amassando, pois automóvel e motel eram luxos inexistentes. Outras vezes, só de sacanagem de moleque travesso, jogávamos os tais produtos estragados na quadra, quando havia algum jogo, mas isso era coisa bem esporádica...Ops! Se alguém aqui levou uma "laranjada" na cabeça décadas atrás, vai descobrir agora......hehehe!!.

Outra coisa inesquecível era o famoso "homem da cobra", sempre com uma malona aberta com uma jibóia enorme dentro. Quem não se lembra de vozes cheias de eco em megafones anunciando as verdadeiras banhas milagrosas de capivara do amazonas e Mato Grosso (epa, olha eu aqui no MT, rss), pomadas que a tudo curam, patuás contra os maus-olhados e feitiçarias? Geralmente ficavam ali em frente ao ginásio, as pessoas ficavam em volta, formando círculo. Esses heróis da mercancia também e invariavelmente, para chamar a atenção das pessoas, se faziam acompanhar com emboladeiros, cartões postais da Amazônia com malocas de índios, ventríloquos (esses me encantavam e me encantavam até hoje, bela arte) e ainda, vendedores-acrobatas que geralmente ficavam prendendo a atenção das pessoas dizendo que iam pular dentro de um aro de bicicleta cheio de facas pontudas afiadas...rsss...somente depois de muita ¿arrecadação¿ entre os transeuntes é que ele pulava.
Quem não se lembra das bancas de fumo de corda? Eu particularmente achava cheiroso, apesar de não ser fumante e nunca ter fumado, mas quando passava perto daquelas bancas, acha um aroma bom. Lembro-me também dos singelos pirulitos de açúcar com formato de chupeta, cone, homenzinho...hummmmmm, eram tão simples e deliciosos, adorava quando minha mãe trazia pra nós lá em casa. As bancas dos beijus e tapiocas, as mulheres com aquela espécie de toca, bandana na cabeça e sempre, sempre com a mão esfregando a massa numa peneira.

Para não ser tão prolixo, gostava de ficar olhando também, na hora que acabava a feira e começava a retirada das bancas: tinha um carrinho comprido de madeira com uma direção igual à de um automóvel, achava legal aquele carrinho...rss...Lembro-me que as bancas eram guardadas atrás do Ginásio, também eram guardadas entre a Subestação e o Hospital. Quanta recordação...

E então amigos? Vocês devem ter muitas histórias que envolvem os dias de feira em Delmiro, vamos recordar? Alguma banca em especial chamava a sua atenção?


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postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Março 19, 2007


Sexta-feira, Março 16, 2007

INFÂNCIA DELMIRENSE OU MALDITA/BENDITA MODA DO PAR DE JARRO.

Hoje temos um novo colaborador. O Valdinho (filho do Edvaldo do INSS), irmão do Edmo (meu colega de GVM) e sobrinho do Tadeu, Cida e Graça Padilha(filhos da famosa viúva que tinha um bar na rua da Travessa), no local hoje há uma padaria administrada pela Graça.
O Valdinho, talvez não lembre com tanta clareza. Mas por um ano viajamos juntos para Paulo Afonso. Ele fazia o primeiro ano científico e eu então o terceiro de contabilidade no colégio 7 de Setembro(isto no ano de 1980) Lá se vão 27 anos. Depois perdemos o contato. E o Valdinho cresceu em sua carreira de jornalista. Chegando a ser Secretário de Imprensa num dos governos alagoanos.
Abaixo transcrevo na íntegra email recebido:


Edmo e Valdinho Cavalcanti

César,

Tudo bom?

Antes que Edmo mande a foto, mando eu. Aqui estamos ele e eu, na festa de outubro Não sei em que ano. Como mandava a moda da época, um belo par de jarro.

O cara é uma verdadeira memória viva de Delmiro Gouveia. Lembra-me
Histórias que nem sem se vivi, mas que deixam muitas saudades.

Abraços em todos os amigos de Delmiro Gouveia.

Edivaldo Junior
(Valdinho ou Gordo).


Agora é com vocês. Alguma vez seus pais tiveram também esta feliz ou econômica idéia de vesti-lo igualzinho ao seu irmão? Deixa o seu recado. Conta a sua história.

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postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Março 16, 2007


Terça-feira, Março 06, 2007

Olá pessoal. Graças aos colaboradores o blog ainda vai caminhando. Em passos trôpegos, mas vai assim mesmo. Visitas cada vez mais raras também. Ao menos visitas com comentários. E como todo blog se não há novidades a tendência é ir minguando... Mas pieguice à parte, vamos ao que interessa. Hoje o Prof. Paulo da Cruz traz um ¿desafio¿. Creio que logo será desvendado.

QUE RUA É ESSA EM DELMIRO GOUVEIA?

Pintura em parede num posto de gasolina.



A mesma rua em cena do filme Coronel Delmiro Gouveia(de Geraldo Sarno)
Rubens de Falco interpretando Delmiro e Nildo Parente no papel de Lionelo Iona


QUE RUA É ESSA EM DELMIRO GOUVEIA?

Texto de: Paulo da Cruz.

A descaracterização de DG, em relação aos tempos românticos da Vila da Pedra, com a substituição das antigas casas caiadas, e com varandas, por novos tipos de construção, impede as novas gerações de conhecer como era a cidade no passado.

Exageros à parte, a verdade é que não se encontra mais uma rua que mantenha as características do passado. Sinal dos tempos e resultado do progressso que a cada dia muda as feições da pólis delmirense. Mas, pelas mãos dos artistas nativos ainda é possível se admirar como eram as ruas da chamada vila operária. Em um posto de gasolina está estampado na parede um afresco, que se não é de Da Vinci, pelo menos evoca diversos momentos da história municipal.

Foi nesse afresco que consegui capturar uma tentativa de representação de uma rua da antiga vila operária. Eu digo tentativa porque o artista sempre produz a sua visão do que ele quer representar. Não se espere que ele produza uma foto. Dois artistas trabalhando sobre o mesmo modelo com certeza irão produzir resultados diferentes, decorrentes de sua percepção da realidade. O observador que olha para o resultado do trabalho do artista também irá interpretar a sua maneira. Aí entrarão sua própria maneira de enxergar o mundo, suas lembranças do passado e até suas ligações com alguma escola das artes plásticas.

Confesso que nada me ajudou a identificar quais são as ruas que foram retratadas pelo artista. Por conta disso venho aqui pedir a ajuda dos visitantes do blog para que me ajudem a identificar em que ponto geográfico da nossa DG ficava essas ruas, no formato em que foram retratadas. Eu desconfio que é a rua que ficava por trás daquela que estava em frente à chaminé da fábrica. Não lembro mais o nome. Parece-me muito com uma rua que aparece no filme "Cel. Delmiro Gouveia" que foi estrelado por Rubens de Falco.

Agradeço os comentários e contribuições para a identificação.


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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Março 06, 2007



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