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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Quarta-feira, Julho 25, 2007

JUVENTUDE DELMIRENSE (ANOS 50.)

O Texto e as fotografias do post são do nosso colaborador Paurílio.






César,

Mais uma vez trago fotografias para o nosso blog, tendo ao menos uma pessoa muito conhecida em Delmiro Gouveia. Estávamos em 1951. A criatividade para uma festinha de
Aniversário não deixava muito a desejar, se compararmos com as comemorações nos nossos dias, principalmente nos meios infantil e adolescente. Imperavam uma valsinha, um bolero... Ainda não havia a atração musical da Jovem Guarda, Roberto Carlos tinha apenas dez anos. Mas, com certeza, animação não faltava.
A adolescente aniversariante é CARMELITA FEITOSA, comemorando seus dezesseis Sua grande amiga, minha mãe (Ivanilda), guarda com muito zelo e carinho essa foto histórica, cuja dedicatória data de julho de 1951
Na outra fotografia, além de Carmelita estão suas primas Irailda e Ilma. Também foi dedicada à minha mãe com a mesma data da anterior. Vejam que na falta de uma bela praça, o cenário mais atraente era mesmo aquele onde estava a bomba de gasolina
Carmelita era uma das mais belas jovens delmirenses. Ou, quem sabe, a mais bela.

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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Julho 25, 2007


Sábado, Julho 21, 2007

MACONDO EXISTE E TEM SUAS LENDAS URBANAS.

Para o final de semana não passar em brancas nuvens vamos postar duas colaborações recebidas. E assim provar para os incrédulos que pensam que a nossa urbi não existe há uma prova concreta enviada pelo Abrahão. Apesar de que pode aparecer algum espírito de porco e alegar que isto é uma montagem ou invenção de alguma mente muito criativa e que nenhum satélite por mais sofisticado que seja seria capaz de registrar imagens deste lugar onde impera o mais puro realismo fantástico.

E o Paulo nos traz uma fotografia recente de uma personalidade marcante e bem conhecida em Delmiro Gouveia: Divarci. O que vocês lembram dele? Eu lembro apenas que ele falava num tom de voz marcante que anunciava sua presença de longe.

Com vocês os textos e imagens recebidas.


Para os adeptos do nosso blog que ainda tem dúvidas sobre a existência
de nossa MACONDO. Ei-la no GOOGLE EARTH
SDS
Abrahão



César ... Segue também uma foto do legendário Divarci...
Paulo da Cruz


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postado por: <$César Tavares$> Sábado, Julho 21, 2007


Quinta-feira, Julho 19, 2007

DOCES MEMÓRIAS DE UM DELMIRENSE OU SAUDADES DOS TEMPOS DA MARIOLA

Mais um novo colaborador/leitor enviando email suas lembranças dos seus tempos em nossa Macondo. Hoje o texto é por conta do Francisco Sales. E assim caminha o blog. Sem encher mais miolo de pote vamos ao que interessa:



Texto na íntegra de Francisco Sales.

Olá César, um abraço.

Fico muito feliz em poder fazer parte deste blog, mais ainda em poder falar desta cidade onde vivi toda uma infância e juventude; mas devo tudo que vivi ao meu pai cujo senhor todo Delmiro conheceu.

O meu nome é Francisco, mais conhecido como Chiquinho.

Morava na Rua: Olávio Bilac, em frente à linda praça Delmiro Golveia. Sou filho do Senhor Sales, irmão de Pedro, João, Batista, Mércia. Papai foi maior doceiro que Delmiro já teve, conhecido por suas famosas mariolas e doces diversos, distribuído em todas as feiras deste Sertão.

Fiquei feliz em rever tantas pessoas amigas que talvez o tempo fez mudar e temos que fazer um pequeno esforço, para lembrarmos de seus rostos, mas o interessante é que ao rever as fotos parece que a nossa mente, vive tudo de bom que passamos e que vivemos, nesta maravilhosa Cidade.

Assim, peço permissão para apenas fazer um resumo dos bares que vivi junto aos meus colegas Edércio filho de Gabriel da sapataria, Roberto, Jailtom, Mércia, Sandra filha do Senhor Geraldo da fábrica, Fábio, Titito, Zelito entre outros tantos; mas vou de falar de pessoas que por incrível que pareça, pode todo tempo passar, mas que ao falar de Delmiro e quem realmente conheceu, como eu conheci, não pode esquecer de um senhor que andava pelas ruas, e o chamavam de Bal, que com o seu braço erguido, quando alguém lhe pedia para ele desse um tiro, ele erguia seu braço direito e fazia um som, como se fosse uma arma em punho.

Chico Berimbau, que rua à cima rua a baixo tocava aquele instrumento, fazendo um som maravilhoso, e o nosso Cícero que tinha um apelido de Peru baixeiro, e ficava irado quando a molecada assim o tratava; e o grande Pedrinho, capitão, que vivia com sua falsa lambreta de madeira, descendo e subindo aquela avenida da fábrica. No ano de 1982 foi um grande ano dos jogos olímpicos, do GVM, lembro-me que tínhamos um grande time de voleibol feminino, que foi campeão, onde eu e o Reginaldo éramos técnicos e os diretores o finado Watson.

Estudei no Jardim da Infância, onde após da chegada do senhor Vevé, se tornou uma casa residencial.

César aqui vai uma pequena lista dos homens mais conhecidos de Delmiro Gouveia:
“Zé Mulher, ótimo costureiro; Nenê de brasileiro, um bom professor; Valdique Soriano, aonde chegava era conhecido por seu chapéu preto; Elvis Presley; Bal o homem do tiro; Pedro Ludujero; Chico do Berimbau; Argemilio Batalha; Gonçalves do PRPC; e como prefeito senhor Rosalvo de Souza.”

Uma piadinha do Rosalvo (“Assim que assumiu a prefeitura, surgiu um zum zum zum e seu Rosalvo, um homem correto ao ver a folha de pagamento, pediu para a sua secretária, reunisse todos os seus funcionários, queria ele saber de qualquer maneira, porque tinha um cidadão ali, que ganhava mais do que ele, e perguntou para sua secretária:
_ Senhora, quem é esse total que ganha mais do que eu?

A secretária abriu um pequeno sorriso, pegou a folha de pagamento da mão do senhor prefeito e respondeu:

_ Senhor Rosalvo, o senhor está enganado, aqui não trabalha nenhum total! Isto aqui que o senhor está vendo é o Total da folha de pagamento !”)

Bom meu irmão, gostaria de lhe enviar alguma foto de um baile etc... Mas tenho certeza que algumas tiradas, ficaram em monóculos, que era o bicho da época, tiradas pelo grande Zé Lima, fotógrafo. Então resolvi te enviar essa, que tirei no ano de 1983 da cidade de Piranhas na beira do rio. Espero breve, ir até Delmiro rever toda uma vida que só me traz boas recordações, hoje sou casado, funcionário publico, pai de dois filhos.


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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Julho 19, 2007


Terça-feira, Julho 17, 2007

A SAGA DO BUSTO INTINERANTE.


Complementado o mistério levantado no texto anterior o Prof. Paulo da Cruz nos traz agora imagens da placa do pedestal (ainda) sem busto do homenageado. E também nos informa do paradeiro do antigo busto do pioneiro Delmiro Gouveia, que por enquanto está na antiga Praça do Cruzeiro que demarcava o local do seu assassinato.

O interessante disto tudo é que entra alcaide e saí alcaide e parece que na falta de projetos mais interessantes os mesmos se divertem com mudanças em praças com deslocamentos de bustos. Seria alguma modalidade esportiva ainda não reconhecida? Ou seria mais alguma ação de puro realismo mágico capaz de somente acontecer em nossa Macondo?

Agora é com vocês o desenvolvimento de novas e possíveis teorias sobre o fantástico imaginário delmirense.




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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Julho 17, 2007


Sábado, Julho 14, 2007

BAR(OU ABRIGO) DO CIÇO GOBEU.


O Paulo realmente capta o sentido do nosso blog. Para o espaço não ficar as moscas e os poucos visitantes não desaparecerem definitivamente, ele então vai mandando suas contribuições de forma paulatina. Também não precisa pressa. Vamos manter o ritmo delmirense de se fazer às coisas. E vejam o que ele nos traz hoje:



Na íntegra email recebido.

César,

No momento estou sem tempo para escrever um texto que descreva bem esse ponto turístico/gastronômico/etílico da nossa Macondo. Como tive a oportunidade de fotografá-lo recentemente, agora em junho deste ano, talvez só com a publicação da foto já seja o suficiente para se iniciar uma boa rodada de comentários saudosistas de antigos freqüentadores. O bar do Ciço Gobeu sofreu uma série de reformas e está com excelente aparência. Talvez alguém possa também comentar sobre uma placa de inauguração postada ao lado, junto a um pedestral ainda sem busto. O que diz essa placa? De quem será o busto? Por que ainda não foi colocado lá?


Paulo da Cruz


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postado por: <$César Tavares$> Sábado, Julho 14, 2007


Domingo, Julho 08, 2007

JOVENS SENHORAS DELMIRENSES (ANOS 50)

O Paurílio nos traz hoje mais uma colaboração: uma foto num local então aprazível o açude. Parece ser o Pequeno, pois é possível se ver ao fundo da foto algo como umas pequenas casas. Também chama atenção a elegância das jovens senhoras delmirenses e de suas crianças. Vamos ao email recebido:


César,

Nosso blog vive esse momento de história da nossa gente através da fotografia. Está aí mais uma contribuição. Essas senhoras foram influentes na sociedade delmirense. Não lembro a data em que foi tirada, talvez 1952 ou 1953, na Pedra Velha, à beira do açude.b>


Lembrando os nomes: Valda (de vestido escuro), esposa de Zé Inácio Noêmia, esposa de Zé Raul,
com a filha Vilma; Maria, esposa de Dom Xavier com a filha; e Antônia, a primeira esposa de Eurico.


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postado por: <$César Tavares$> Domingo, Julho 08, 2007


Quarta-feira, Julho 04, 2007

Hoje temos notícias atualizadas de um importante ponto geográfico, gastronômico, cultural e beberal da nossa Macondo.


BAR DO LULA BRAGA (EM DELMIRO GOUVEIA): RESISTÊNCIA OU ANACRONISMO?
Texto do Prof. Paulo da Cruz.



Os anos vão passando e DG vão adquirindo nova fisionomia. Aqueles que nasceram e/ou residiram na cidade e que agora são cinqüentões ou sessentões, com certeza terão um choque se não visitam a cidade há um bom tempo. A cidade cresceu, expandiu-se, ou quem sabe inchou. O progresso trouxe demolições, novas construções, maior oferta de trabalho e de serviços. Em contrapartida também vieram a violência, as drogas e talvez uma retração na qualidade de vida. Essa questão de qualidade de vida é controversa, eu concordo. Pelos padrões da ONU provavelmente o IDH (índice de desenvolvimento humano) cresceu nos últimos anos. Imagino que sim, porém não tenho certeza, pois, não tive o cuidado de comparar os dados dos últimos anos.

Mas, talvez com uma pitada de saudosismo eu ainda prefiro a velha DG, sem telefone, sem televisão, sem o barulho ensurdecedor das motos. Todos nos conhecíamos. Um exemplo: quando aparece uma foto antiga são vários os comentários sobre fulano e sicrano, daqueles que conviveram mais de perto com os retratados.

Bem, depois dessa conversa introdutória vamos ao que interessa: o bar de Lula Braga. Vez por outra ele é citado por aqui. Era um bar, talvez folclórico, que foi freqüentado por muita gente que lê esse blog. Lula já partiu para outras pradarias, mas, o bar ainda continua lá, incólume, agora conduzido por Paulinho, seu filho.

Os bares de Bilu e Maninho já não existem mais. Porém o de Lula resiste. Será mesmo resistência ou anacronismo? Pelo menos em termos de fachada ele não mudou muito. Tive o cuidado de fotografá-lo agora no São Pedro, quando estive em DG. É um dos poucos edifícios, se não o único, que ainda carrega muito da arquitetura da vila operária dos tempos de Delmiro Gouveia. Basta comparar uma antiga foto (não sei precisar a data) com a que fiz. Para uma melhor comparação deixei as duas em preto e branco. As colunas estão lá, intactas. Foi acrescentada uma mureta, talvez para evitar que os bêbados caiam na rua, e alguns degraus. Até as portas continuam as mesmas. Um diferencial agora são as gravuras nas paredes, coisa que não existia no passado.

Essa introdução e texto seqüencial têm como objetivo atrair comentários e causos acontecidos no bar, principalmente àqueles que ocorriam durante os bailes no Clube Vicente de Menezes. Uma das razões da migração da turma do bar do CVM para o Bar de Lula era a diferença de preços cobrados, coisa muito importante para a turma dos lisos, e talvez a maior rapidez no atendimento, quanto a isso não tenho certeza. Os casos folclóricos, atribuídos a Lula e a Carlinhos, seu filho, eu prefiro não comentar. Deixo para os visitantes do blog.


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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Julho 04, 2007



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