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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2
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Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br Quinta-feira, Agosto 30, 2007 DIAS DELMIRENSES DE MARiLENE MEDEIROS. Mas uma saindo do baú da nossa colaboradora. Quem seria o vizinho que ela não lembra mais o nome? E em qual rua da Vila foi feito este registro fotográfico? Agora é com vocês.
Esse é Guilherme,vizinho, sou eu, minha irmã Fábia e o resto não sei. Comentários: postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Agosto 30, 2007 Quarta-feira, Agosto 29, 2007 TURMAS DO GINÁSIO VICENTE MENEZES . O blog vai e vem e sempre há o movimento de gravitação em torno do tema original: Turmas do Ginásio Vicente de Menezes. É legal que seja assim. Pois a brincadeira via net começou em 2002!. Olha lá amigos são cinco anos! Pois os blogs são meras continuidades da home page www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br. E o tema inicial era recordar os bons tempos que passamos por lá. No entanto pelo ginásio(hoje um senhor de meia-idade) passaram muitas turmas. E boa parte dos visitantes tem de alguma forma certa ligação com o GVM, seja diretamente por ter estudado por lá ou indiretamente por algum parente ou conhecido terem feitos ou quem sabe até mesmo por alguma festinha ou evento realizado em suas dependências. Afinal seu prédio era central e com uma certa imponência para os nossos minguados padrões de então. Hoje, após tantas e caóticas mudanças em sua arquitetura original, restou apenas uma pálida imagem do passado. E os registros fotográficos destes tempos que estudamos por lá estão sendo aos poucos desentocados e postados por aqui. E levando-se em conta que em décadas pretéritas era raro alguém possuir uma câmara fotográfica, natural então, que nos momentos festivos, e aí o desfile de 7 de setembro era um deles, os fotógrafos delmirenses aproveitassem para clicarem aqueles meninos e meninas tão garbosamente engalanados, ficando assim os registros que sempre estamos resgatando por aqui. E dando continuidade ao tópico anterior onde tivemos as fotografias enviadas pelo Adailton, retrocedemos mais uns dez anos para trazermos agora as imagens da turma da Marilene Medeiros onde também há um mistério: que evento foi realizado na quadra do GVM em junho de 1970? E que venham muitos outros registros. Sou grato a todos que enviam suas colaborações.
Fotos e legendas são cortesia de Marilene Medeiros:Carnaúba, Marileide, Ronaldo, Eu, João Rosa?
Irani(2ª), Eu, Noélia e minha irmã Marileide. Junho de 1970 Quadra do GVM Agora é com vocês. Comentários: postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Agosto 29, 2007 Segunda-feira, Agosto 27, 2007 NOVO FARDAMENTO DO GVM OU ANTIGOS DESFILES PELAS RUAS DELMIRENSES O texto de hoje é por conta do Adailton. Abaixo email na íntegra. Caro amigo César, Não seria justo nem perfeito, que eu que tanto curto este blog, não contribuisse com alguma imagem de nossa terra tão querida e posso dizer tambem saudosa, visto que não estou residindo lá desde 1982, não estou muito distante atualmente moro em Canindé de São Francisco/SE, mas é diferente de quem curte a mesma no dia a dia, a demora foi devido a um acerto que fiz com Ednaldo Pilão que tambem está residindo na mesma cidade que eu e ficamos de juntos preparar um material e ti enviar para postagem, mas breve ele tambem estará enviando o dele. Sou um péssimo redator gostaria que V.Sa. mesmo fizesse a medida do possível o comentário que as imagens merece, ficaria muito grato. A primeira foto foi feita na praça do cruzeiro no início do ano 1978, primeiro dia de aula eu meu irmão e alguns colegas que eu prefiro que os visitantes do blog identifiquem, essa foto foi tirada com o intuito de deixar marcado o primeiro dia que vestimos a nova farda do GVM que a considerava muito feia em relação a anterior que usei quando estudava a quinta série (1977), que seria aquela farda de caque com uma fita azul vertical na calça, alem de divisas que se referiam a série que cursávamos, achava que a mesma impunha respeito . Desculpem os visitantes do blog, pois naquela época era muito jovem e já dava minhas pitadinhas num cigarro que atá hoje atormenta minha vida, não aconselho os jovens a fazer uso desse vício, pois tenho certeza que essa foi uma das piores pragas que era comun naquela época e desses figurantes da foto só tem um que não tenho certeza se fumava os outros fumavam todos. A segunda foto foi tirada no dia 7 de Setembro de 1978, desfile do GVM cujo os figurantes só tem um que tenho dúvidas os outros são todos conhecidos pela população de DG, pelo menos daquela época.Desses desfiles tenho algumas lembranças boas como: O nó da gravata, a minha o saudoso Manoel Sandes que era meu vizinho sempre fazia questão de ajudar, outro fato era o pós-desfile aquele bate papo na praça central como era de costume, além de outros, mas tenho péssimas lembranças tambem do desfile como: Aquelas luvas brancas nos incomodando que desfilávamos embaixo de um sol de 40 graus alem dos calos feito pelos sapatos super desconfortáveis daquela época. Pois amigo por enquanto é o que tenho para apresentar posteriormente mandarei outras mensagens,. Um forte abraço. ADAILTON
Comentários: postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Agosto 27, 2007 Sexta-feira, Agosto 24, 2007 TARDES DELMIRENSES: BELAS MENINAS. Como a Marilene Medeiros não nos deu um texto explicativo nem indício do que acontecia no momento em que as lentes do fotografo capturaram estas imagens das belas meninas delmirenses, então lá vamos nós novamente a soltar à imaginação. O exercício consiste na análise dos detalhes e aí cada dá a sua versão. E creio que ao final uma delas será verossímil ou aceitável e poderá ser confirmada ou totalmente desacreditada pela nossa colaboradora(leitora). Eu começo o desafio. E vocês continuam. O local é o descampado da vila próximo a Igreja Velha. Não há barracas ou pessoas transitando ao fundo. Portanto não era um dia de festa em Macondo. Pois se fosse nos período das festas: da padroeira(outubro, natal e ano-novo . No entanto todas as meninas vestidas de forma esportivas e elegantes para uma provável tarde muito quente. Digo quente porque há uma forte e nítida luminosidade. Minha teoria é que elas estavam a caminho de participarem de alguma festividade em alguma cidade próxima. A fundamentação é baseada na Rural Williams que aparece. Era comum naqueles tempos usa-las para deslocamentos até Água Branca, Paulo Afonso, Mata Grande... O interessante nas fotos também é o registro e resgate das imagens da arquitetura da Vila Operária ainda mantendo suas concepões originais.Bem agora é com vocês. Desenvolvam suas teorias. Colaborem com a decifração do passado delmirense. E por fim a Marilene ainda nos deixou mais uma dúvida cruel: quem seria o rapaz que aparece na segunda foto? Com a palavra nossos pesquisadores.
Fotos e legendas são cortesia de Marilene Medeiros:Cida, Déia, Eu e Noélia o ano? Não sei.
Déa, Cida e Noélia e o guapo não sei!!! Nem o ano. Comentários: postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Agosto 24, 2007 Quinta-feira, Agosto 23, 2007 PAISAGENS DELMIRENSES( DESCASO?) O novo colaborador hoje é Jônatas Pereira. E nos traz duas imagens da paisagem delmirense. O tema já foi abordado em postagens anteriores. Mas sempre acho interessante um “novo olhar e variações em torno do mesmo tema”. Afinal a nossa Macondo não era e nem é tão grande assim. Imensa apenas em nossas mentes. E os assuntos sempre retomam, entrelaçam-se num eterno encadeamento ilógico e irracional. Mas que nós(Macondianos) entendemos e adoramos.(risos). Este é o espírito do realismo fantástico do Gabo(G.G. Márquez) de quem “roubamos” a denominação para a nossa urbe. E o Jônatas fazendo parte das novas gerações de delmirenses(natos e adotados) registra também sua preocupação com a não preservação destes lugares que ainda marcam fortemente nossas memórias. Vamos ao email recebido. Olá César. Meu nome é Jônatas e moro aqui em D.G. desde muito pequeno. Sou um fã incondicional desta cidade maravilhosa, e, tudo que fale ao seu respeito ou ao seu fundador, me chama atenção. Gostaria de lhe dar os parabéns pelo blog Amigos de Delmiro Gouveia 1 e 2 e ao mesmo tempo dizer que sou um leitor diário do mesmo. Estou lhe enviando e gostaria que vc divulgasse no blog, duas fotos atuais de dois locais históricos que agonizam e gemem pedindo por socorro vítimas do descaso dos governantes que são: · O açude da Pedra Velha (na foto você vai ver a quantidade de mato que existe no local) · Um pedaço da linha férrea que se encontra no mesmo bairro abandonada e rodeada de mato e lixo. Estou tirando outras fotos de outros locais e logo lhe enviarei. Por favor me resposte. Um forte abraço, JÔNATAS PEREIRA.
Comentários: postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Agosto 23, 2007 Terça-feira, Agosto 21, 2007 CONCURSO DE BROTOS 1969 (DELMIRO GOUVEIA-AL) Temos agora a contribuição da Marilene Medeiros que nos remete importantes e espetaculares registros fotográficos do passado social delmirense. Como não veio um texto explicativo cabe a nós divagarmos um pouco. O Concurso de Brotos provavelmente deixaria as participantes bastante nervosas e apreensivas. Primeiro convencer os pais (geralmente severos) em liberar que as filhotas desfilassem. Passada esta difícil etapa suponho que começava a pesquisa em revistas de moda para a escolha do modelito. Feito à escolha era a hora de ir atrás da costureira. Isto é apenas especulação minha. Mas roupas de griffe(ou comprada prontas) naqueles tempos não era algo tão comum. Então vamos supor que a hipótese da costureira seja verdadeira. Provava-se a roupa, fazia-se um ajuste daqui outro daqui e no dia finalmente estava pronto ao gosto da freguesa.(hoje seria cliente) No dia da festa algumas horas antes se maquiavam e fazia-se o cabelo. E aí as “brotos delmirenses” estavam prontas. Como chegavam até o clube? Eis aí um ponto que os comentários podem esclarecer. Havia poucos automóveis na cidade. Enfim chegavam de alguma maneira. E na hora do desfile, apesar de todas amigas e conhecidas, em seus corações adolescentes deveria bater sim alguma espécie de rivalidade(sadia, mas mesmo assim rivalidade). O apresentador(hoje seria um MC) num determinado momento deveria parar o baile que rolava e num tom de suspense anunciava o desfile. O conjunto provavelmente tocaria algo no gênero Ray Connify e as beldades entrariam uma a uma na pista sob aplausos dos parentes e amigos. Depois todas entrariam juntas. E os jurados em tom sério atribuiriam as notas. Seria natural esperar lágrimas de emoção da vencedora e os abraços das amigas. Mas inevitavelmente haveria alguém a reclamar do resultado. Para um texto ficcional até está crível. Neste ano especificamente eu ainda não tinha idade para ir ao clube. Mas sem muito mais enrolada vamos as perguntas: A MarileneMedeiros (hoje uma jovem senhora, educadora em saúde pública(USP) e residindo em Aracaju) ou algum dos leitores ratificam a história? Claro que podem discordar totalmente e darem suas versões para os fatos. Para isto que temos o nosso democrático blog. E fica ainda o mistério para ser desvendado na identificação das outras moças concorrentes que aparecem na foto ou até mesmo de outras que participaram quem seriam elas? E os rapazes da banda que aparecem ao fundo na primeira foto quem são? Quem era o apresentador(a) do evento? Local do evento? Qual era o verdadeiro fundo musical? O sistema de votos era voto direto ou envolvia venda de bilhetes? Bem estas e outras questões ficam em aberto... Que venham os comentários.
Legenda e fotografia são cortesia de Marilene Medeiros: Era um concurso de broto do ano! Risos. 1969, acho.
Marilene desfilando. O garoto que aparece sentado é o meu primo(falecido) Dedé Mafra(então seu namorado) Comentários: postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Agosto 21, 2007 Segunda-feira, Agosto 20, 2007 BUCHADA DELMIRENSE OU A LONGA HISTÓRIA DE ENCONTROS EM DESENCONTROS EM TORNO DESTA IGUARIA. Em outubro de 2004, ainda no primeiro blog eu fiz um texto sobre esta leve iguaria da culinária sertaneja. O texto surgiu de uma conversa com a Rouse Vilar onde ela falava que o seu pai Valfrides(irmão do Tonho do Banco do Brasil, da Lúcia, da Cremilda....) era um especialista na arte. E então eu fiz uma rápida pesquisa na net e peguei uma receita de buchada. Não necessariamente tem que ser esta a receita dos delmirenses. Creio que sejam bastante assemelhadas. Para evitar que o leitor fique num vai e vem da gota procurando os textos anteriores, vou repetir o texto original. Sendo que agora o mesmo tem um complemento ou seria um tempero a mais dado pelo Prof. Paulo da Cruz. O mesmo nos remete uma bela imagem de um almoço com a tal iguaria e que teve uma série de desencontros. Mas que ao final todos se resfastelaram. Bom apetite. Vamos agora ao meu texto de 18 de outubro de 2004 e que rendeu na época apenas sete comentários. E logo em seguida de forma complementar ao tema há o texto do Paulo. CULINÁRIA DELMIRENSE Uma especialidade do Mestre Valfrides No nordeste, a criação de ovino e caprino vem crescendo muito nos últimos anos. E desses animais, tudo se aproveita. Os miúdos de carneiro ou de bode, por exemplo, são usados em um dos pratos típicos da região: a buchada. Para descobrir o segredo dessa iguaria, você pode ir para Delmiro Gouveia, aprender como se come uma buchada. Os mais antigos aconselham evitar a buchada à noite para evitar pesadelos. Crendice popular? A maioria prefere não correr riscos. Cabe antes tomar uma caipirinha para abrir o apetite. Agora, vamos aprender a receita de um delmirense que para deleite e a felicidade dos seus parentes e amigos, se aventura como cozinheiro nos finais de semana. Ingredientes- 300 g de fígado- 200 g de tripas- 200 g de bofe- 150 g de coração- 150 g da carne que envolve o coração do carneiro e também do bucho- Os pés do animal- Linha e agulhaPara o tempero:- 2 tomates picados- 1 pimentão verde- 1 cebola média também picada- Coentro a gosto- 4 pimentas de cheiro- Cominho- Orégano- Sal- Coloral a gosto- ½ xícara de vinagre- 1 cabeça de alho Modo de preparoPrimeiro, misture os miúdos.Acrescente tomate, pimentão, cebola, coentro, sal e colorau. Os outros temperos são batidos no liquidificador. O resultado é um molho cremoso que deve ser misturado aos miúdos. Depois, é só deixar descansar.Enquanto isso, trate o bucho. Corte-a. O acabamento é requintado e demorado. Exige habilidades manuais e até um jeitinho de estilista para dar forma ao bolinho. A linha deve ter duas voltas para ficar resistente e cor clara para não chamar atenção. Para costurar cada bolinha não demora muito. Dizem que o trabalho fácil. O próximo passo é encher os saquinhos. O resultado é uma delícia recheada e suculenta. Não esqueça de costurar bem as bordas. O rendimento é de nove buchadas. Agora, a bichada é levada ao fogo. Coloque os temperos na panela, as buchadas e, o grande segredo, os pés do carneiro (que soltam a gordura que dá um gostinho especial à buchada.Por último, acrescente 1,5 l de água. Tampe a panela e deixe cozinhar. Cerca de uma hora e meia depois, está pronta a buchada. Antes de degustar, é bom não esquecer de tirar a linha. Depois de comer é recomendável uma rede...
Direitos fotográficos e gastronômicos de Paulo da Cruz. (janeiro/2007) César, No último post Abrahão cobrou um texto sobre uma buchada que foi saboreada na casa de sua irmã, Edna Pinto, em DG. Essa buchada teve uma longa história. Os que vem acompanhando o blog há muito tempo devem estar lembrados que Abrahão convidou a galera para comer uma buchada em DG. Creio que isso foi no ano de 2005. Eu fui um dos que aceitaram o convite. Saí de Florianópolis e rumei, no final do ano, para a nossa Macondo. Edmo foi outro que aceitou o convite. Em DG encontrei Abrahão, marcamos dia, hora e local para o evento gastronômico. Infelizmente aconteceu um imprevisto. Esquecemos que em DG os restaurantes funcionam na base da encomenda. Quando chegamos ao local onde se faz a melhor buchada da cidade já não havia mais nada. O meu cunhado, Antônio de Pastor, já havia levado todo o estoque para uma comilança familiar, e vejam só o prosaico da situação: o evento deu-se na casa de minha mãe. Ficamos eu e Abrahão a ver navios. Ou será carros de boi. Tivemos que nos contentar com um churrasco. O Edmo, coitado, chegou muito tempo depois e nem nos encontrou. Esse desencontro já foi comentado por aqui. Um ano depois, Abrahão teve o cuidado de fazer a encomenda com antecedência e o repasto aconteceu na casa de sua irmã. O dia, se não me engano, foi 1º de janeiro deste ano. O evento foi devidamente fotografado e aqui vai um dos registros para dar água na boca aos frequentadores do blog. Uma buchada feita em DG, com seus devidos temperos, etc., etc. tem seus encantos. Nem que seja só para olhar. Meus problemas de saúde me impedem de me esbaldar, daí a frase de Abrahão: Tive que comer a buchada quase sozinho. Há um pouco de exagero aí. Tinha muitos comensais presentes para desfrutar a iguaria. Rs. Paulo da Cruz Agora lambendo os beiços podem comentar. (Eu por problemas de saúde já não posso desfrutar sem peso na consciência). Mas bom apetite. Comentários: postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Agosto 20, 2007 Quarta-feira, Agosto 15, 2007 1968 – O MUNDO PEGANDO FOGO ENQUANTO VIDA CAMINHAVA EM OUTRO RITMO NA MACONDO SERTANEJA(DELMIRO GOUVEIA). Se houve um ano emblemático poderíamos dizer que 1968 foi um deles. Tanto que o Zuenir Ventura escreveu um livro para isto “O Ano Que Não Terminou” pois se em maio os estudantes parisienses saiam às ruas protestando por reformas e de certa forma encurralando o governo do De Gaulle. Entre outras coisas era comum encontrar paredes com pichações que tornaram-se slogans de um juventude rebelde: “ é proibido probir” “e toda imaginação no poder”. Em contrapartida em terras tupiniquins os gorilas da ditadura militar endureceram o jogo em 13 de dezembro com a edição do famigerado AI5(Ato Institucional Nº 5) onde foram concedidos os poderes para cassações indiscriminada de mandatos legitimamente conquistado nas urnas. E assim mergulhavam o país nos longos “anos de chumbo” que duraram até 1979 com advento da anistia. Bem mais isto é história que qualquer um pode obter com fartos detalhes em outras fontes. Aqui é apenas circunlóquio para encher lingüiça. Enquanto isto a vidinha corria calma na nossa Macondo. E quem nos trás um pouco disto é novamente o Paulo da Cruz.
Amigos da Castelo Branco-dezembro de 1968- Foto e o texto abaixo são cortesia de Paulo da Cruz. César, Na Rua do Progresso, depois Carlos Lacerda e atual Castelo Branco, na década de sessenta, tinha uma turma jovem, que curtia muito música e sentia prazer em ser delmirense. Não ligava muito para ideologias, nem partidos políticos, tanto que caras brancas e pretas conviviam pacificamente. Era comum reunirem-se à noite, nas calçadas e no embaixo dos pés de algaroba para tocar violão e cantar. Lá no alto, quase no fim da rua eu costumava freqüentar um ponto que reunia, vez por outra, as filhas de Hamilton Cardeal, Lula Cabeleira e Leda (sua esposa hoje), Fátima de Seu Batista e Assis, de Zé Quixabeira, Abrahão, Lola, entre vários outros. Quem fornecia o violão era Dulcésio, hoje formado em direito e ciências contábeis, exercendo cargo como funcionário federal. Era uma turma boa e foram bons tempos. Aqui vai uma foto de alguns integrantes dessa turma, tirada por Abrahão. Talvez alguns dos visitantes do blog reconheçam algumas das pessoas que aparecem aí. Paulo da Cruz. Comentários: postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Agosto 15, 2007 Quinta-feira, Agosto 09, 2007 Caro César, Dessa vez uma outra foto do centro de Delmiro, porém de ângulo diferente, para que continuemos com nosso papo saudosista. DELMIRO GOUVEIA, UMA CIDADE MODERNA, ... PERO NO MUCHO.
Os comentários sobre o centro de DG, em função da foto anterior, me animaram a enviar uma nova foto e alguns comentários iniciais. Dessa vez a câmara girou à direita e capturou uma visão do antigo mercado, do GEDG, e de passava a antiga via férrea, demarcando o que se chamava o lado da companhia e o da prefeitura. Não sei o porquê desta distinção. Talvez Paurílio ou Abrahão, ou quem sabe Edmo, possam fazer os devidos comentários a respeito. O que se vê, dado que a foto apesar de granulada é recente, são o novo convivendo com o velho de forma desordenada. O GEDG continua lá, impávido, resistindo, e creio que deve continuar assim. Eu estudei lá, e muitos que aqui dão o ar da graça também o fizeram e esse prédio é um patrimônio da cidade. Talvez um dos últimos que reste, junto com a igreja que por muitos anos foi a matriz da cidade. À medida que eu for postando as fotos que tirei de várias ruas e do prédio que substituiu a antiga casa de Luiz Xavier iremos compreender melhor. Voltando ao assunto principal, a nova feição do centro da cidade, é possível se enxergar, convivendo com ruas asfaltadas e canteiros ajardinados, prédios inacabados, sem reboco, dando um toque dicotômico à cidade. Acredito que no futuro tudo se, resolverá e torço para que nenhum gestor do município volte a ter pensamentos macabros e intente por abaixo o GEDG. Paulo da Cruz. Comentários: postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Agosto 09, 2007 Segunda-feira, Agosto 06, 2007 OLHARES DIFERENTES SOBRE A PAISAGEM DA MACONDO SERTANEJA OU RUAS DE DELMIRO GOUVEIA VISTAS DO OUTRO LADO. Como quase todos os últimos textos têm sido dos colaboradores fico me divertindo, ao menos isto, com os títulos dos tópicos. E sempre fazendo o uso da tática de incluir o nome da cidade. Pois assim facilita pesquisa no sistema de buscas. E é através dos googles da vida que muitas pessoas(delmirenses desgarrados) chegaram até aqui. Cada vez mais o nosso blog depende da colaboração de todos. O Abrahão faz uma cobrança coletiva de responsabilidades nos comentários do texto anterior. É isto mesmo cara !. Puxa a orelha do pessoal.(risos). Pode ser que assim consigamos dar uma sobrevida a esta grande diversão. Agora sem mais delongas vamos ao texto do Paulo.
César, Aqui vai uma nova foto da nossa Macondo e um pequeno texto para ajudar a manter o blog no ar. Freqüentemente têm sido postadas aqui fotos do centro comercial de DG. Geralmente as fotos priorizam um ângulo onde aparece a Av. Castelo Branco com suas lojas, farmácias, etc. Desta vez o ângulo é diferente. A foto foi tomada do lado oposto e do primeiro andar do prédio que ocupa o local do antigo mercado de carnes, ou açougue, como era chamado no meu tempo. Como a foto foi tirada pela minha irmã, a qual solicitou a divulgação aqui no blog, não sei dizer o que funciona no local do antigo açougue. A visão que temos mostra uma DG diferente da qual guardo minhas lembranças. No local onde antes tinha a antiga 7 de Setembro, com suas casas iguais, agora vemos um aglomerado de construções. Os antigos pés de baraúna – quem lembra dele ?– desapareceram. Onde ficava o abrigo de Mané Bispo? Onde passava a linha do trem? A cidade mudou mesmo. Adquiriu cores novas e ficou modernosa. Bem, nem tudo. A visão das serras que compõem o conjunto montanhoso de Água Branca ainda continua do mesmo jeito. Basta olhar a sua silhueta. Ou será que os prédios já tapam a sua visão? Essa introdução é só pra puxar comentários. Um pirulito prá quem explicar o que é abrigo, ou pelo menos o que isso significa em nossa Macondo. Paulo da Cruz Comentários: postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Agosto 06, 2007 Quinta-feira, Agosto 02, 2007 BAR DO PALMERINHA EM DELMIRO GOUVEIA. Toda cidade tem o seu bar ou bares famosos. Na nossa Macondo podemos dizer que o Palmeirinha é um recanto histórico. Em 08 de outubro de 2004, falando sobre os vizinhos da minha antiga casa em Delmiro Gouveia eu já dizia: “...Como é uma casa de esquina, tínhamos como vizinhos o antigo e saudoso bar do Palmeirinha. Ali além de bar era a sede do time de futebol. Talvez as novas gerações de delmirenses desconheçam. Mas o Clube Palmeirão surgiu após o Palmeirinha e o nome foi uma derivação. E ao Bar do Palmeirinha, eu devo os meus parcos conhecimentos de músicas. Ali se ouvia o dia inteiro entre outros: Nélson Gonçalves, Lindomar Castilho, Adelino Moreira, Altemar Dutra, The Fevers, Aguinaldo Timóteo e o hoje ressuscitado e cult Fernando Mendes, que estourou nas paradas com a regravação na voz do Caetano Veloso com o hit "E agora que faço eu da vida sem você". Pois é. Ouvi muito isto na infância.” E agora o Braulio Oliveira nos traz uma bela imagem de um grupo de amigos reunidos neste famoso “templo da boêmia esportiva delmirense”.
César, Aproveitando a sua sinalização de que já estão escasseando as colaborações, envio esta foto que herdei do meu pai. Ela registra momentos de alegria vividos por esse grupo de delmirenses em algum domingo dos anos 60. O local é o Bar do Palmeirinha pertencente à familia "Manteiga". Não lembro do nome de todos. Peço ajuda aos visitantes do blog, que viveram anos 60, que ajudem na identificação. Um abraço Braulio O Bráulio já fez a parte dele. E agora é com vocês a responsabilidade de fazer o dever de casa no processo da completa identificação de tais delmirenses. Mãos a obra! Comentários: postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Agosto 02, 2007
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