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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Sábado, Setembro 29, 2007

RECANTOS DELMIRENSES: PRAÇA DA TAMARINEIRA.
Texto de Paulo da Cruz.

Praça da Tamarineira

O nome oficial é Praça Inocêncio Exalto. Deveria ser Praça Prof. Maria Pinto.
Nada contra o homenageado, só que essa homenagem poderia ser em outro local.
Dona Maria Pinto viveu ali e alfabetizou dezenas ou centenas de crianças.
Para quem dá valor a educação, como eu, isso é de extrema importância.
Independente do nome, para o povo a praça
continua sendo da Tamarineira. Afinal de contas ela está, incólume, resistindo
as intempéries, maltratos e outras coisas mais. Claro que não continua como era
no meu tempo de infância, mas, está lá, impávida e principalmente produzindo aqueles
tamarindos que fizeram e ainda fazem a alegria de muita gente. Agora mesmo,
mês de setembro, está carregada de tamarindos, aguardando que a criançada
ou os marmanjos façam a devida colheita.
Até quando ela vai estar lá não sei,
mas com certeza se algum dia ocorrer o seu desaparecimento será um atentado a memória
de tantos que seja lá onde
estiverem lembram dos bons momentos que passaram colhendo os seus frutos.
Para refrescar a mémoria aí vai uma
foto recente de fiz da velha tamarineira.


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postado por: <$César Tavares$> Sábado, Setembro 29, 2007


Terça-feira, Setembro 25, 2007

FORMATURAS DELMIRO GOUVEIA: ANTIGOS BAILES.


A fotografia de hoje é mais uma cortesia de Marilene Medeiros, e retrata um momento num baile de formatura. Só que ela não lembra mais em que ano foi. As formaturas em Delmiro Gouveia, até meados dos anos 70, eram apenas destinadas àqueles que terminavam o 4º ano ginasial. Ainda não havia na cidade nenhum curso de ensino médio (segundo grau). Posteriormente chegou o de Pedagogia (Magistério). Mas aí é outra história que fica para vocês contarem.

Também falamos sobre outros bailes delmirenses por aqui e sobre os conjuntos que os animavam. Os bailes de formatura tinham sempre um charme a mais pela elegância desmedida das meninas em seus indefectíveis e charmosos vestidos longos e os meninos com os seus belos ternos em tons geralmente escuros (creio que quase todos confeccionados pelo Antonio Alfaiate) ou então iam buscar emprestado com algum parente ou irmão mais velho(meu caso). Ou tiravam o bicho da naftalina pois afinal o baile era apenas um no final do ano não sobrando grandes oportunidades ao longo do ano(salvo algum casamento)

E você o que lembra mais sobre estes eventos? Havia outros alfaiates na cidade? Eram as mesmas bandas que tocavam nos bailes convencionais que animavam as formaturas? E por que você não vasculha suas gavetas e também manda as fotografias de sua festa para cá. Destas todo mundo tem ao menos uma guardada. E assim vamos resgatando o passado delmirense.



Marilene e Irani(início dos anos 70)

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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Setembro 25, 2007


Sábado, Setembro 22, 2007

Hoje temos mais uma contribuição do Paulo da Cruz em seu recente passeio pelas ruas delmirenses, específicamente
as ruas da antiga Vila Operária. Ao final do seu texto ele lança um desafio para os visitantes.
Para facilitar a vida de todos e ao mesmo tempo mostrar à evolução(?) do tempo, posto, novamente, imagem de cerca de 1915, onde aparece algumas das ruas que o nosso colaborador revisitou para que possamos traçar um interessante paralelo.



CIRCULANDO PELA VILA OPERÁRIA
Texto na íntegra de Paulo da Cruz.

O tempo vai passando e a urbe delmirense, ou seria pedrense, vai sofrendo
transformações. Os que não têm visitado DG há muito tempo com certeza ficarão
atônitos, ou talvez "deslumbrados" com as mudanças que ocorreram na cidade.
Essas quatro fotos são um exemplo cabal disso. Quem conheceu a velha vila
operária, com um pouco de imaginação, poderá reconhecer na primeira foto as
antigas casas construídas no início da industrialização da cidade. É bem
verdade que teremos que derrubar as muretas na entrada das casas e arredondar
algumas colunas. Nessa foto já podemos ver que as casas precisavam de um pouco
de atenção: os telhados apresentavam-se tal como eram. E as reformas vieram.
Com elas as mudanças foram enormes. Sobre os interiores não posso opinar, pois
não os vi, mas, as fachadas antigas simplesmente desapareceram. Em algumas ruas
houve avanço das construções até sobre as calçadas. Será que tinha calçadas? A
segunda foto é um exemplo disso. Algumas ruas ficaram totalmente
descaracterizadas, em relação ao que foram no passado. Um exemplo é a rua que
aparece na terceira foto. É uma rua de nome estranho. Será que alguém se lembra
dele? Por último na quarta foto traz uma surpresa: uma casa de esquina que
quase não sofreu alterações. Bem, a mureta subiu um pouco, mudou o formato e
agora tem grades. Quanto ao restante das casas da rua, agora tem nova
aparência. Quase, tem algo estranho nessa foto. O que será? Deixo aos Sherlocks
de plantão a tarefa de descobrir. Ao mesmo tempo lanço um desafio: qual é o
nome das ruas?


Ruas da Vila Operária em Delmiro Gouveia.(fotos cortesia de Paulo da Cruz)
(as três imagens mais recentes são de setembro/2007)


Vila Operária em meados de 1915(fonte: Revista Continente Multicultural)

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postado por: <$César Tavares$> Sábado, Setembro 22, 2007


Quarta-feira, Setembro 19, 2007

AINDA SOBRE A PEDRA DE DELMIRO
Texto na íntegra de Paulo da Cruz.



A discussão sobre a origem do nome Pedra me levou a uma busca no Google. Lá descobri um fragmento da Enciclopédia dos Municípios, publicada pelo IBGE em 1957, onde se dizia que o nome derivava da enorme quantidade de rochas existente no lugar.

A Enciclopédia dos Municípios não foi reeditada, nem atualizada e hoje, talvez com exceção das sedes regionais do IBGE, dificilmente se encontra o exemplar referente as Alagoas.

Felizmente na Biblioteca Central, da Univ. Fed. de Sta. Catarina, tem uma coleção completa da citada enciclopédia e foi lá que confirmei os dados encontrados na Internet. Eis aqui alguns dados que coletei no verbete Delmiro Gouveia: o prefeito era o Sr. Joaquim Correia e Silva, o popular seu "Quinzinho", o presidente da Câmara de Vereadores era Pedro Manuel do Nascimento e o delegado de polícia Antônio Pedro da Silva, esse por sinal eu lembro quem era.

Segundo a enciclopédia os verões eram quentes e os invernos frios. Bem interessante, este ano fez frio em DG. Outras informações: o município tinha 1350 prédios, sendo 707 na zona rural; 123 ligações de água encanada (Vila Operária); 3 comerciantes atacadistas e 29 no varejo; 1 fábrica de óleo de caroço de algodão (alguém por acaso sabe onde ficava?); 2 fábricas de bebidas; 1 curtume e 1 movelaria. Na cidade residiam 5.080 pessoas. Os povoados maiores eram Sinimbu, com 80 casas e 400 habitantes e a Barragem, com a mesma quantidade de casas e pessoas.

Como se vê era um DG bem diferente essa retratada em 1957 da atual. O coreto, por exemplo, localizado próximo a antiga igreja matriz hoje já não mais existe. Em contrapartida um novo coreto foi erguido no centro da cidade. Por sinal em post anterior alguém perguntou o que era um conjunto de degraus que aparecia em uma foto do "downtown" delmirense. São as "cadeiras" de cimento para o pessoal sentar. Para encerrar aqui vai uma foto do novo coreto.


Novo Coreto em Delmiro Gouveia(fotografia de Paulo da Cruz)


Coreto pronto para posse do novo prefeito(final de set/2007) Fotografia de Abrahão

Após os comentários este post foi complementado pela fotografia do Abrahão. Imagem registrada alguns depois
da feito pelo Paulo da Cruz. E assim foi demonstrada uma das funções do tal coreto.


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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Setembro 19, 2007


Quinta-feira, Setembro 13, 2007

MERCADINHOS DELMIRENSES: ZÉ JACÓ.
Texto na íntegra de Paulo da Cruz.


César,

Hoje em DG ir ao supermercado já pode ser considerada uma rotina. Claro que o Wal-Mart ainda não chegou por lá, mas, junto ao mercado novo tem um supermercado que na minha avaliação se adequa aos padrões do tamanho da cidade.

No passado, no entanto, não existiam supermercados. Tínhamos a bodega da dona Rita, na Rua do ABC, a mercearia do seu João Inácio, na Rua da Travessa, o armazém de seu Dom e por aí vai. Em alguns desses estabelecimentos era comum a caderneta, para as anotações dos fiados. Para quem vive na época dos cartões de crédito, cartões de débito com chips embutidos, talvez não consiga vislumbrar essa época que a meninada da década de 60 acompanhou tão bem.

Em DG esse quadro começou a mudar quando por lá se instalou o mercadinho do Zé Jacó. Não lembro exatamente o local, mas sei que era logo após o acesso ao Beco das sete Facadas, ali próximo ao antigo açougue. Pois bem, após esse mercadinho, que foi o primeiro da cidade, surgiu o mercadinho de Sinhá, vieram outros e ainda hoje fazem parte da paisagem da urbe delmirense.

Para ilustrar aqui vai uma foto do mercadinho, onde destacamos os garotos que por lá trabalhavam atendendo no balcão e fazendo entregas. Quem são eles? Deixo a identificação para os freqüentadores do blog. Em tempo: Zé Jacó ainda continua em atividade, agora tocando um mercadinho em Maceió.

Paulo da Cruz



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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Setembro 13, 2007


Terça-feira, Setembro 11, 2007

PREOCUPAÇÕES DE UM ETERNO GAROTO DELMIRENSE.

O Edmo “Garoto” Oliveira bastante preocupado com a continuidade do nosso blog enviou o seguinte material
há umas duas semanas atrás quando estávamos numa seca bastante braba.

Caro César,

Conforme você anunciou: O ESTOQUE ESTÁ ZERADO e para não passar em branco, aí segue a foto de
um patrimônio delmirense que ainda permanece intacto(?) ou será que um dia vai aparecer um troglodita
querendo transformar tudo em paralelepípedo?

Quanto a foto, a mesma foi extraída do site da P.M.D.G. e acredito que não vá causar reações
contrárias por parte dos poucos visitantes do blog. Pelo menos o nosso passado atesta que Cara Branca
e Cara Preta, Cara Pálida e Cara Pintada sempre tiveram um convívio harmônico e sem problemas
na nossa Macondo. (risos)


Edmo Garoto

Pedra Velha e Açude Grande ao fundo.
Foto original modificada com arte de Levi Coimbra.


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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Setembro 11, 2007


Sábado, Setembro 08, 2007

DELMIRO GOUVEIA: ALGUNS MOMENTOS EM 1969.

Complementando a série de fotografias enviadas pela nossa colaboradora Marilene Medeiros, temos hoje três momentos em 1969. São pequenas fotografias de seu álbum pessoal. No verso das fotos ela recorda alguns nomes. Mas outros ficaram para ser desvendados por vocês. Então mãos a obra.



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postado por: <$César Tavares$> Sábado, Setembro 08, 2007


Terça-feira, Setembro 04, 2007

TURMAS DELMIRENSES: FORMANDOS DO GVM/1971
Texto na íntegra de Paulo da Cruz.

César,

Lembro que este blog foi criado com o intuito de reencontrar seus colegas de escola em DG. Depois, mudou de conteúdo com as incursões de outros "delmirenses" expatriados, como é o meu caso. Como o GVM é foi uma referência para a cidade, creio que ainda é, trazer lembranças de antigos desfiles e formaturas é sempre uma ocasião para comentários e voltas no tempo.

Desta vez estou enviando uma colaboração fotográfica com a turma de minha irmã Maria Eudes. A foto é de 1971. Creio que muitos dos que aparecem na foto são conhecidos dos freqüentadores do blog. Deixo a eles o trabalho de identificação. Não estão presentes nessa foto duas irmãs de Miriam Ramos e Edeilton, hoje um lojista estabelecido em DG. Ele casou com Socorro, filha de seu Davizinho e toca a antiga loja do sogro.

Onde andam essas pessoas? Continuaram os estudos após a conclusão do ginásio? Quem conseguiu cursar faculdade? O que fazem hoje. Pelo tempo já passado será que alguns já são avós? O resto é com vocês. Abrahão provavelmente identificará a maioria.

Paulo da Cruz




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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Setembro 04, 2007


Sábado, Setembro 01, 2007

APOGEU E QUEDA DE UM CASARÃO DELMIRENSE.

No texto anterior onde a Marilene Medeiros nos enviou uma bela imagem de jovens sentados
na varanda do famoso casarão de Luiz Xavier, nos fez lembrar que já falamos dele aqui em outras oportunidades.
Para tanto fiz uma montagem com quatro fotografias enviadas em diferentes momentos pelo Paulo da Cruz.
Começando por uma de cerca de 1915 onde é possível ver no detalhe circulado parte da coberta do imóvel e passamos
por outras fotografias dos últimos anos até chegar naquilo que sobrou de tal recanto delmirense em 2007. Uma pena.

Temos a seguir o texto do Paulo e logo depois dois comentários pinçados entre outros do Eraldo e da Rouse Vilar
que tiveram o privilégio de viverem alguns momentos neste espaço delmirense que agora não existe mais. E após
as imagens repito um texto meu de abril/2006. Ao menos fica o registro para as próximas gerações.


César,

A foto que foi enviada por Marilene me deixou nostálgico e de certa forma revoltado com o
que aconteceu com a casa de Luiz Xavier. Na minha opinião era para ter sido adquirida
pela prefeitura e transformada em um museu municipal. Afinal de contas era, um dos
últimos exemplares de uma construção dos primórdios da cidade. Resta agora o GEDG, a
igreja velha, a estação e acho que só. O restante está remodelado. Para os que não tem
ido a nossa Macondo aqui vai uma foto recente das mudanças que aconteceram no local. A
casa como todos já devem saber foi derrubada e no local foi construído um prédio que
abriga uma loja. Ao seu lado caindo aos pedaços, continua resistindo o antigo Cine Real,
de muitas lembranças para todos nós. Não vou me alongar porque a foto é muito
explicativa. Coexistem agora o novo, muitas vezes mal planejado do ponto de vista
arquitetônico, com o velho que foi abandonado e espera a hora da destruição. Essa foto,
creio dá continuidade a outras já postadas que mostram a falta de planejamento urbano. A
cidade pretende ser moderna, com prédios novos, de pintura recente, mas, isso é só
aparência, para quem está olhando para o plano baixo dos edifícios. Ao se levantar os
olhos nos deparamos com monstrengos mal acabados, sem reboco e, claro, sem pintura.
Apesar de tudo isso adoro essa cidade. Afinal de contas é lá que estão minhas raízes.

Paulo da Cruz


Comentário feito pelo Eraldo Vilar em abril/2006.

Caros amigos: Esta casa também marcou minha infãncia. Assim como Rouse, uma geração posterior,
muito brinquei naquele casarão. Como sabido, pertencia a Luis Xavier, marido de minha tia, Irene,
pais de Rubens, Luis, Rosália, Renato, Guilherme, Maurício e Lígia. Convivi com todos, mas Maurício e Lígia
eram os da minha geração. Os demais só os via em férias, já estudavam fora. Esta casa tinha paredes de
quase 1 m de largura, e dizem, foi usado na argamassa, óleo de baleia, que dava consistência e impermeabilizava.
Estas paredes largas permitiam, nós, Maurício, Lígia e eu, corrermos com relativa segurança sobre as meia-paredes que
dividiam os quartos!. Era uma casa fantástica, cheia de mil esconderijos , passagens, etc. Ideal para brincadeiras.
Lamentei muito quado meu primo Maurício deformou o casarão com a construção de um bar de andar ao lado.
Fiquei indignado. Mes passado estive em Delmiro. Confirmo: demoliram. Assim como deformaram a vila operária.
É isto mesmo: a maior miséria é a ignorância.

Eraldo VilarOliveira | Email | Homepage | 19-04-2006 13:17:24

Comentário feito no post anterior por Rouse Vilar.

Aii que saudades me deu vendo essa casa que para mim é a casa de sonhos da minha infância,
a casa de Tia Irene (irmã da minha avó e esposa de Luiz Xavier). Brinquei muito nesse quintal, que
parecia uma floresta de tão grande...rs Amava essa casa, tinha vários quartos, salas...adorava brincar
de esconde-esconde..rs Fiquei triste ao ver o descaso com ela ao longo dos anos e mais triste quando
em visita recente à Delmiro vi que foi completamente demolida, pois é...
só restaram as fotos e as lembranças! Rouse | 17-04-2006 15:29:05



Texto meu e que postei em Abril 19, 2006, e que continua válido.


AINDA SOBRE À CASA DE LUIZ XAVIER.


"O horror, o horror", já dizia o Marlon Brando em "Apocalypse Now" interpretando um coronel maluco
embrenhando nas selvas vietnamitas. Tal fala foi inspirada nas últimas palavras do personagem Kurtz no
livro "Coração das Trevas"(Heart of Darkness) de 1902 do polonês Joseph Konrad.

E as mesmas palavras talvez sejam compatíveis com o nosso desapontamento ao ver as fotos que ilustram
este post sobre o que restou da Casa do Sr. Luiz Xavier e seu entorno. Dá uma pena ver o que fizeram com
algo que era bem representativo na nossa Macondo e em nossas lembranças juvenis


O casarão branco e imponente para os padrões da época dominava uma das esquinas da principal rua da
cidade de Delmiro Gouveia. Era ladeado pelo Cine Real e por um beco. Era a famosa casa do Sr. Luiz Xavier.
Lembro vagamente que ele era um senhor magro, alto e com ares austeros. Era comum vê-lo aos finais das
quentes tardes delmirenses na varanda sentado numa cadeira de balanço a ler os jornais do dia. Não sei ao
certo qual era o seu ramo profissional. Parece-me que era proprietário rural. Corrijam-me os parcos leitores.

A casa em si e o beco ao lado hoje em dia viraram acidentes geográficos. É comum alguém se referir é ali perto
da casa de Luiz Xavier. Ou então corta caminho pelo Beco de Luiz Xavier que você chega logo na Rua do ABC.
O beco talvez tenha algumas histórias. Num passado distante parece-me que abrigou algumas meninas conhecidas
por um trabalho nada fácil. Não sei ao certo. Era bastante garoto ainda para entender isto.
Mas faz parte das lendas urbanas. Sintam-se à vontade para acrescentarem algo ao imaginário coletivo da cidade.

Agora é com vocês.

Comentários:

postado por: <$César Tavares$> Sábado, Setembro 01, 2007



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