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AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA 2

Continuando o blog anterior www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br: César Tavares e colaboradores(delmirenses exilados) abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade sertaneja das Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E fica o convite para os visitantes também abrirem as suas malas, baús, gavetas e álbuns; e retirar: histórias, causos, e fotos do passado e do presente delmirense. Contato:cesatavares@yahoo.com.br



Sexta-feira, Outubro 26, 2007

PLACAS E PONTOS DELMIRENSES: REAIS E IMAGINÁRIOS.


Na nossa Macondo é assim mesmo: Quando o fato não é real não custa nada dá um empurrãozinho
de leve na realidade. Foi o que fizemos com a placa da rodoviária. Pegando o gancho nos comentários
do post anterior, o Paulo fez uma montagem de ordem lingüística. E para dar maior verossimilhança não
custa nada colarmos de forma grosseira (com um pouco de leite de labirinto) em cima da placa verdadeira.
E assim sendo duvido que um caboclo cosmopolita seguindo tais indicações não saiba em que solo pisa.
E para complementar o tema com outro dado inter-relacionado, o nosso colaborador também nos envia uma
imagem dos famosos e polêmicos pontos de ônibus urbanos. Os bichos são até jeitosos. O problema é que
foram colocados alguns anos antes de serem criadas linhas urbanas de transporte coletivos. Apenas um
probleminha de nada. Com um pouco de boa vontade da nossa parte e se olharmos pela ótica da positividade,
poderemos dizer, que somos uma terra de visionários.
Vamos ao texto do Paulo.

César,

Em anexo mais duas fotografias. Uma é do ponto de ônibus a espera de uma linha regular urbana e
de passageiros e outra é uma proposição para uma nova placa de boas vindas incluindo italiano, francês,
alemão, russo e chinês. Não me responsabilizo pela correção lingüística e ortográfica quanto
ao russo e ao chinês. Rs.

Paulo da Cruz




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postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Outubro 26, 2007


Quinta-feira, Outubro 25, 2007

DELMIRO GOUVEIA: NÃO TEM COMO ERRAR.

O Paulo da Cruz em sua última visita a terrinha fez uma série de registros. O de hoje é para o caboclo que
nunca esteve em Macondo, quando aparecer por lá, não baixar o vidro do carro e perguntar para o primeiro menino
que avistar no meio da rua:
ô meu fio que lugar é este mesmo?
Falando nisto vamos relembrar um fato que já foi mencionado rapidamente em outros tópicos. :
Será que o Waldick Soriano ainda perguntaria que cidade era aquela onde ele estava cantando?

Foto de Paulo da Cruz. Placa Rodoviária de Delmiro Gouveia(setembro/2007)

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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Outubro 25, 2007


Domingo, Outubro 21, 2007

ALÔ ALÔ EX ALUNOS DO GVM. TURMA DE 1977.


Hoje um post híbrido. O texto é um convite do Dr. Cleiton Feitosa(colega de turma do GVM) e a fotografia
do alto-falante do PRPC é do Paulo da Cruz.

Em dezembro de 2004, eu tinha escrito um texto para o primeiro blog, onde se falava sobre PRPC.
Uma relíquia delmirense e que sobrevive. O texto então rendeu apenas dez comentários. ">
Vez por outra alguém aparece por aqui relembrando o tema. Inclusive trazendo dados novos sobre a
fundação de tal serviço. E até mesmo a visita da filha do fundador já tivemos. Só que quando elaborei o texto
não dispunha de imagem. E colei uma imagem qualquer pesquisada na net. Mas agora o Paulo nos traz
uma verdadeira imagem. Assim matamos a cobra é mostramos o pau!

Como o convite do Cleiton está sendo feito de afogadilho. Nada como brincar um pouco e soltarmos à imaginação.
Basta pensar que estamos ali de bobeira pelas praças delmirenses. Quando de repente a voz do Vírgilio Gonçalves
ecoa anunciando o evento. Brincadeiras à parte. Acho que dá para captarem o sentido.
Vamos ao que interessa os comentários que poderão ter duas vertentes:
O PRPC ou os colegas que atenderão o chamado urgente do Cleiton.


Olá amigo César Tavares.

Antes de tudo quero desejar-lhe tudo de bom para você e sua Maravilhosa família, mando lembranças a meu
amigo Marcão também, diga a ele que apareça, pois Delmiro espera ansioso as suas visitas, rs.

Estou fazendo a chamada para a nossa confraternização que será sábado da semana que vem em Delmiro Gouveia.

Não definimos ainda o local, pois iria ser na chácara de Cida de George, porém aconteceu um incidente e não
sabemos onde será, mas que será será.

Caso vc compareça procure a minha casa e terá o recado onde iremos nos reunir, pois ainda precisamos definir.


Peço que coloque no site dos amigos de Delmiro Gouveia a lista de chamada de algumas pessoas que listei aqui
e se puder envie algum e-mails, pois nao sei os endereços deles.

Abraços do seu colega e amigo CLEITON.

RELAÇÃO DOS COLEGAS DO GVM – TURMA CONCLUÍDA EM 1977

Ana da Lagoinha
Cleiton
Cláudia de Otília
Cida de George
César Pregão
César primo de Kate .
Clênio Anão
Cláudio Cardoso
Danúbio
Edson Borracha
Enivaldo
Edmo
Fatinha
Francisco Norberto
Gonçalo
Graça Padilha
Graça Sandes
Jõao Tubiba
José Pereira
Júnior de Dona Mércia
Lalide
Márcia
Márcio
Mair
Miguel
Manoel
Murilo
Neto de Clênio
Netinha de Juca (Elbanete)
Neto de Clênio
Patrícia
Rosane
Rita de Cássia
Ricarte
Sandra de Eurico
Suzel
Tânia
Toinha
Vera


Foto cortesia de Paulo da Cruz. Alto-Falante do PRPC em setembro de 2007

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

DELMIRENSES.

Hoje temos a colaboração do Tiago Moreira dos Santos.
Pena que ele não nos enviou um texto contando alguma história sobre o Sr. José Inácio.
E eu também não consigo lembrar muita coisa. Vou chutar: Não era ele o dono de um bar
que tinha umas mesas de sinuca? O bar ficava antes na rua da Travessa e depois foi
transferido para a avenida? Ou estou completamente enganado?

Com a palavra os desbravadores/historiadores das memórias do cotidiano delmirense.




Legenda e imagem são cortesia de Tiago Moreira dos Santos:
Foto tirada na formatura sua filha Jaciara no ano de 1981 em Recife
(Auditório da prefeitura do Recife) na foto também se encontra sua esposa D Valda.


Complementando o tópico recebemos hoje 24/10/2007 uma colaboração do Paurílio Barbosa:

César,

Se for possível acrescente a foto anexa àquela matéria sobre José Inácio, Valda e Jaciara.
Para a minha família, é uma foto histórica, guardada com muito carinho pela minha mãe.
Nela estão, bem jovens, Valda e sua irmã Maria Augusta (Maricô), sendo dos anos 50,
talvez 1952 ou 1953.

Desde já agradecido,

Paurílio


Foto cortesia de Paurílio Barbosa: Valda e Maria Augusta(anos 50)

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postado por: <$César Tavares$> Quinta-feira, Outubro 18, 2007


Domingo, Outubro 14, 2007

Conforme prometido eis aí o texto enviado pelo Paulo, há alguns dias atrás e que eu estava “cevando” para a proximidade do dia dos professores. Amanhã é o dia.(15/10). Uma homenagem mais do que justa para estas pessoas a quem muitos delmirenses têm uma eterna gratidão. Vamos ao que interessa.

UMA HOMENAGEM A DUAS MESTRAS DELMIRENSES
Texto de Paulo da Cruz.


Desde os tempos do fundador a cidade de Delmiro Gouveia deu atenção especial a educação de suas crianças. Afinal de contas para entender o manuseio dos complicados equipamentos da fábrica era necessário um mínimo de leitura. Por conta desse interesse especial pela educação a cidade sempre possuiu um número elevado de professoras. Uma rua chegou até a ser chamada de ABC devido ao grande percentual de mestras residentes por ali. Quando freqüentei o curso primário tive a oportunidade de ser aluno de Maria José (esposa de Wilson de Gervásio), Noêmia (de Pedro Linha), escapei de Carminha, tida como muito rigorosa todas elas comandadas por D. Virgilia (Bezerra), uma diretora temida por todos os alunos, tal era o grau de disciplina que ela imprimia em todos nós, pequenos peraltas. D. Virgilia substituiu D. Natércia Serpa de Menezes na direção do GEDG. D. Natércia foi outra grande professora delmirense. Fui seu aluno no ginásio e ela tinha um carinho muito especial por mim, não só por ser ainda seu parente como por ser amigo de seu filho Chico Serpa, um grande cara a quem devo muito a minha formação intelectual. Afinal de contas ele me franqueava a biblioteca de seu tio o Dr. Antenor, repleta de obras clássicas.
Posteriormente outras professoras foram chegando a cidade, recém-formadas. Vou cometer injustiças não citando todas, mas uma eu lembro muito: Cleide (de Agenor) irmã de meu amigo de infância José Kleber. Morava perto da minha casa. Depois na mesma rua chegou Maria José Moreira. A rua do ABC era a moradia preferida das professoras. Todas essas professoras atuavam na rede oficial. Mas, paralelamente, existiam as professoras particulares, que ajudavam os pais a tirar os filhos da rua, alfabetizavam os pequenos e faziam o reforço daqueles que já freqüentavam o GEDG. Muitos pais com preguiça que ajudar os filhos no dever de casa ou mesmo por falta de tempo ou condições intelectuais apelavam para essas mestras. A cidade possuía muitas professoras particulares, mas aqui a minha homenagem vai para duas delas: D. Maria Damasceno e D. Maria Pinto. Professoras leigas, mas muito competentes, alfabetizaram e ajudaram no dever de casa de uma infinidade de pequenos delmirenses. Às vezes toda a família passava pelas mãos de uma dessas professoras. No meu caso específico posso dizer que minha mãe, eu e todos os meus irmãos fomos alfabetizados por D. Maria Damasceno. Muitos dos pequenos habitantes da Rua do ABC passaram pela sua escola. O mesmo posso dizer de D. Maria Pinto, que atuava próximo a Tamarineira e tinha uma numerosa clientela também. Naqueles tempos politicamente incorretos a palmatória corria solta e garotos levados eram constantemente ameaçados pelos pais: "ou se endireita ou vai para a escola de D. Maria". Qualquer uma das duas Marias usava a palmatória, evidentemente autorizada pelos pais. Hoje elas não usariam mais esses métodos "pedagógicos". Os tempos são outros, mas, naquela época funcionavam, em casa e na escola. Foi assim que muitos delmirenses foram educados para a vida. Creio que muitos leitores do blog devem lembrar dessa época.
Para recordar as duas mestras, com a devida "licença" de Abrahão, aqui vai uma foto das duas Marias, em pose após receberem seus certificados de aperfeiçoamento para professoras atuando fora da rede oficial. Ao lado uma foto, onde aparecem Abrahão e eu. O primeiro filho legítimo de D. Maria Pinto, e o segundo filho de criação de D. Maria Damasceno. Minha sincera homenagem as duas, pelo prolífico trabalho que realizaram, inclusive inoculando o vírus da docência em muitos dos seus pupilos que hoje militam no ensino ajudando esse país a se desenvolver.



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Terça-feira, Outubro 09, 2007

Dentro das comemorações do Dia de Delmiro Gouveia, depois da contribuição do Paurílio Barbosa damos continuidade hoje com a colaboração do prof. Paulo da Cruz.

10 DE OUTUBRO, O DIA DE DELMIRO GOUVEIA.
Texto na íntegra de Paulo da Cruz

Apesar de distante da boa terra sempre procuro me inteirar do que ocorre por lá. Ouço a emissora de rádio, em suas transmissões via Internet, vejo os sites, converso com meus parentes, por telefone, e assim mato as saudades. Quando posso atravesso o país e dou uma chegadinha por lá. Hoje visitei o site da Prefeitura Municipal de Delmiro Gouveia e li que este ano a fundação que leva o seu nome promoverá a X Semana Delmiro Gouveia. As festividades terão o seu encerramento no dia 10 de outubro. O dia 10 de outubro, especificamente de 1917, foi um dia trágico: Delmiro Gouveia foi assassinado. Como ele nasceu em 5 de junho de 1863 tinha a época de sua morte 54 anos de idade. Para os padrões de hoje era um homem jovem.

Lembro-me da comemoração dos 100 anos de seu nascimento. Nessa época eu era calouro no ginásio e ainda não tinha muita consciência das coisas. Lembro-me, no entanto, que houve festa na cidade, com direito a desfile e discursos. A Profª Natércia Serpa de Menezes, docente de português e história no ginásio, fez um eloqüente discurso onde rememorou a vida e a contribuição do homenageado para o desenvolvimento da região. Ano passado ocorreu nova festividade, pois completou um centenário o seu assassinato. Nova festa, novos discursos, presença de descendentes de Delmiro Gouveia na cidade, enfim, muita badalação. Só não ouvi referências, como também não encontrei agora no site da prefeitura, ao nome do idealizador do Dia de Delmiro Gouveia: o Comendador Antonio Pereira Lima, conhecido popularmente como Fredy Cloves.

O Antonio como eu prefiro chamá-lo, é meu amigo desde o Pariconha, cidade onde nascemos e de onde emigramos para a “Pedra de Delmiro”. Era assim como as pessoas ainda chamavam o município criado há poucos anos, desmembrado que foi de Água Branca. Pois bem, essa data agora comemorada todos os anos como o Dia de Delmiro Gouveia foi idéia do Antonio Pereira Lima (Fredy Cloves). Tive a oportunidade de encontrá-lo, antes do café da manhã, e entrevistá-lo sobre os eventos que antecederam e culminaram com a oficialização do Dia de Delmiro Gouveia. Segundo Antonio (Fredy) tudo começou quando ele teve um sonho no qual o fundador reclamava que estava esquecido. Eu não sou freudiano, muito menos psicólogo, portanto não tenho autoridade para falar sobre sonhos. Deixo isso para a minha irmã Ângela, que milita nessa área. Mas, tenho uma ligeira desconfiança que o subconsciente de Antonio (Fredy) captava certo esquecimento das autoridades em relação a Delmiro Gouveia. Talvez Antonio (Fredy), um admirador incondicional do fundador da cidade, não se sentisse à vontade vendo tanto esquecimento.

Por conta do sonho ou não, maiores detalhes podem ser obtidos com ele, o nosso arrojado delmirense por adoção, resolveu que as coisas tinham que mudar e para isso revirou meio mundo. Falou com autoridades, convenceu as pessoas e conseguiu. O prefeito de então e vereadores da cidade toparam a idéia e foi então criado o Dia de Delmiro Gouveia. Isso aconteceu em outubro de 1981, na gestão Rosalvo Souza. Devemos isso a esses cidadãos (prefeito e vereadores) e a Antonio (Fredy). Quando ele fala sobre o assunto pode-se sentir a emoção que emana do seu semblante. Ele conseguiu atingir o seu objetivo: a cidade de Delmiro Gouveia passou a ter o seu dia especial e escolheu para isso uma data que, infelizmente, representou uma ruptura que jamais poderá ser esquecida. Com a morte de Delmiro Gouveia, no dia 10 de outubro de 1917, o desenvolvimento arrefeceu. A ruptura aconteceu aí. Claro que existem muitos "se". Se ele não tivesse morrido teria havido expansão da indústria? Se os ingleses não tivessem comprado às máquinas e jogado na cachoeira a realidade hoje seria outra? Jamais saberemos. No entanto podemos afirmar que houve uma ruptura e é desejável que essa data seja lembrada como o dia em que o sertão parou. Nossa homenagem aqui ao Antonio (Fredy) pela brilhante idéia que teve e pela sua luta para transformá-la em realidade. Isso deve ser dito para que as novas gerações saibam de onde partiu a idéia e para que outras pessoas, algum dia, não se apresentem como seus autores.

Segundo Antonio (Fredy) o dia 10 de outubro de 1981 iniciou com um carro de som percorrendo a cidade, as 5 da matina, fazendo o convite aos delmirenses a participar das festividades. O hasteamento da bandeira marcou o início da programação que contou com a participação de inúmeras autoridades, a saber: Rosalvo Souza, Cap. Rodrigo, Antonio Ferreira, Rubens Vilar, Alfredízio Menezes, vereadores, professores, etc. O evento serviu para que o cemitério velho fosse restaurado e foi recuperado o túmulo do fundador, que estava em completo abandono. Foi feita então, às 8 horas, uma visita ao túmulo de Delmiro Gouveia e às 9 horas o Mons. Fernando Soares celebrou missa campal junto ao cruzeiro, local onde ocorreu o assassinato de Delmiro Gouveia. Às 10 horas houve uma corrida rústica com a participação de 40 atletas e às 13 horas uma série de brincadeiras populares como: pau de sebo, quebra-pote, corrida de saco, corrida do ovo, etc.

O ponto culminante das festividades foi uma sessão solene da Câmara de Vereadores que aprovou por unanimidade o estabelecimento do dia 10 de outubro, de cada ano, como o Dia de Delmiro Gouveia. O decreto foi imediatamente assinado pelo prefeito Rosalvo Souza. As festividades foram encerradas com uma palestra, no Esporte Clube Palmeiras, sobre a vida do grande industrial, proferida pelo Dr. Paulo Dantas. Para concluir, dado que os delmirenses não são de ferro, muito pelo contrário, são “pés de valsa”, ocorreu um baile animado pelo Conjunto Embalo Z. Esses foram os fatos que a mim foram revelados pelo Com. Antonio Pereira Lima. Creio que os que vivenciaram esses acontecimentos podem acrescentar mais e assim marcar na memória das novas gerações como se deram esses fatos que, passado tanto tempo, talvez já quase não sejam lembrados.


Fotografias são cortesia de Paulo da Cruz. Entrevista e entrega de placa.


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postado por: <$César Tavares$> Terça-feira, Outubro 09, 2007


Segunda-feira, Outubro 08, 2007

DELMIRO GOUVEIA -O HOMEM

O Texto hoje é uma pesquisa do nosso colaborador Paurílio.

César,

Possivelmente alguns delmirenses freqüentadores do nosso blog vão contribuir com algum material, lembrando o fatídico 10 DE OUTUBRO DE 1917. Naquele dia desaparecia o sem igual DELMIRO GOUVEIA. Infelizmente nossos livros de História não contam sobre a sua vida. Muito, não tudo, foi dito sobre DELMIRO. Sua história não se esgota. - Faz pouco tempo que li uma citação de João Carlos Paes Mendonça, não sobre Delmiro Gouveia, mas muito interessante: "SEM ESTIMA E SEM RESPEITO PELA OBRA DOS ANTEPASSADOS, NÃO HÁ PERSPECTIVAS DIGNAS PARA OS QUE ESTÃO VOLTADOS PARA O FUTURO". -- Assim, lembrando a data, transcrevo o que alguns disseram sobre o PIONEIRO ou sobre a sua obra.

"Um desses continuadores de Mauá, na obra de modernização do Brasil através de novas indústrias, foi Delmiro Gouveia..." (Gilberto Freire)

"... inteligente, ousado, polido e esbelto, esse caboclo cearense que Pernambuco adotara ainda criança, poderia servir a um escultor como modelo clássico da genuína raça nacional." (Plínio Cavalcanti)

"Faz gosto ver entrar ou sair da fábrica uma turma de operários. Como são simples e cuidadosas as roupas dessas abelhas laboriosas! Ninguém, homem, mulher ou criança anda descalço, despenteado ou de dentes limosos". (Assis Cahteaubriand)

"Na vila da Pedra, uma espécie de comuna criada pelo patrão, os operários, todos com jornada de oito horas por dia, tinham casa, escola e assistência médica gratuitas". (Isto é - O Brasileiro do Século)

"Os empreendimentos de Delmiro Gouveia geraram emprego, energia elétrica, projetos de irrigação, fazendas e fábricas, preocupando-se até com o lazer coletivo". (Frederico Pernambucano de Mello)

"Foi o grande Delmiro Gouveia
Que evangelizou o sertão
Que matava a fome alheia
Abrindo as portas à redenção"
(Virgílio Gonçalves de Freitas)

"Em toda a minha vida
Nunca fui cabra de peia
Antes de ser cangaceiro
Respeitei a vida alheia
Trabalhei e almocrevei
Pra seu Delmiro Gouveia"
(Virgulino Ferreira da Silva - Lampião)

"Admirei a cachoeira: admirei, porém, muito mais o esforço do homem que a conquistou para as grandes realizações da vida". (Governador Costa Rego)

"O que Delmiro Gouveia conseguiu fazer no sertão de Alagoas, sem a cruz, o hábito do missionário e os dinheiros públicos, foi a obra mais notável de que se tem notícia em nossa história". (Plínio Cavalcanti)

"O meio de combater uma idéia é lançar ao seu encontro uma idéia melhor. (...) Nunca no mundo uma bala matou uma idéia" (Monteiro Lobato)

"Se ele facilitou tanto, de peito aberto, era porque confiava no seu povo". (Anônimo)

"Atiraram no homem para matar a fábrica". (Um velho operário ao pé do esquife de D. Gouveia)

"Quando o enterro de Delmiro
Foi pelo rua passando,
Parece que a gente ouvia
A cachoeira chorando"
(Raimundo Pelado - Poeta popular)


"AQUI O EVANGELIZADOR DOS SERTÕES E FUNDADOR DE PEDRA, DELMIRO GOUVEIA, TOMBOU MORTALMENTE FERIDO, PELA BALA HOMICIDA DE SICÁRIOS ASSALARIADOS, NO DIA 10 DE OUTUBRO DE 1917". (Frase no marco colocado no local onde Delmiro foi assassinado)

"Perseguido em vida pelo truste internacional, meu pai continua, depois de morto, perseguido pelo truste nacional do esquecimento". (Maria Augusta Gouveia)



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postado por: <$César Tavares$> Segunda-feira, Outubro 08, 2007


Sexta-feira, Outubro 05, 2007

IMAGENS DELMIRENSES(ANOS 70).

Mais dois registros dos bons tempos delmirenses de Rosely(Baiana). Só que ela ainda não nos disse o nome de seu noivo de então. Como não recebi a resposta do email, fica o desafio a ser esclarecido.

Não é uma bela fotografia esta do açude? Já foram publicadas outras do mesmo local por aqui. Mas é sempre interessante isto: diversos olhares sobre o mesmo tema. Lembra o trabalho do Sebastião Salgado não?

Na nossa brincadeira aqui (é isto é uma grande brincadeira mesmo) estamos aos poucos construindo um acervo bem interessante. Talvez em nenhum outro lugar (da net ou em livros/revistas) se tenha a variedade de imagens de Delmiro Gouveia(seu povo, sua gente, sua cultura, seus momentos, seus costumes...) como aqui. E o bom disto tudo é a publicização. É o tornar coletivo.Enfim socializar aquilo que pertencia apenas as gavetas e álbuns de alguns. E assim vamos matando as saudades...

Então o que está esperando você visitante ainda novato? Manda as suas lembranças também.




Cortesia de Rosely(Baiana)Praça próximo ao cinema da cidade, no ano de 1974. Eu e o meu noivo, na época.

Cortesia de Rosely(Baiana)Açude do desvio no ano de 1974, ficava próximo a venda de tia Maninha.

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postado por: <$César Tavares$> Sexta-feira, Outubro 05, 2007


Quarta-feira, Outubro 03, 2007

TARDES DE FUTEBOL EM DELMIRO GOUVEIA(ANOS 70)

Independente do fato lamentável que assolou a nossa Macondo e que foi objeto de comentários no post passado., Vamos aqui prosseguindo em nossa empreitada em resgatar os bons momentos do passado. Hoje temos material de uma nova colaboradora: Rosely(Baiana).

Grato ao material enviado. E vamos ao desafio de tentar identificar todos os personagens que aparecem na foto. Eu lembro de alguns. E vocês?

César,

Tudo bom?

Lembra de mim? Sou Rosely ( baiana), escrevi para você em março deste ano. Somente agora estou enviando as fotos que fiquei devendo: Mas não deixo de acompanhar o blog.

Time de futebol é de 1973. Meu tio Zé Bembem que organizava. Eu estou segurando a bandeira do lado direito. Toinha do lado esquerdo.

Rosely(Baiana)



Foto: Cortesia de Rosely(Baiana)

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postado por: <$César Tavares$> Quarta-feira, Outubro 03, 2007



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